Secretaria do Ambiente rebate críticas ao Parque Estadual da Pedra Selada

Minc destaca ganhos ambientais e de ecoturismo para município de Resende

Ascom SEA

por  Flor Jacq

 

Diante das matérias publicadas pelo jornal A Voz da Cidade, periódico que circula nos municípios de Barra Mansa e Resende, e de algumas dúvidas postadas nas redes sociais sobre a criação do Parque Estadual da Pedra Selada (PEPS), o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, decidiu esclarecer, mais uma vez, as intenções do Governo do Estado ao criar esta Unidade de Conservação e a forma como vem sendo conduzido este processo.

 

Segundo Minc, o Parque Estadual da Pedra Selada é um dos componentes do projeto, da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), para estimular o turismo e o desenvolvimento sustentável na região.

 

Inédita no Estado, a iniciativa integra ações de saneamento, infraestrutura e conservação ambiental: foram construídas três Estações de Tratamento de Esgoto (em Visconde de Mauá, Maringá e Maromba) e a estrada-parque Capelinha-Mauá (RJ-163), além de criados o Parque Estadual da Pedra Selada (PEPS), o Plano Diretor da Região e o Portal de Capacidade de Suporte.

 

Com as novas estações de tratamento de esgoto, 6.000 domicílios da região estão sendo beneficiados. A balneabilidade do Rio Preto também foi recuperada.

 

Para determinar os limites do PEPS foram realizadas quatro reuniões públicas, nas quais várias modificações – sugeridas por apicultores, queijeiros, pequenos plantadores de eucaliptos e donos de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPNs) – foram absorvidas, como, por exemplo, a retirada de 450 hectares da área protegida.

 

O secretário reforçou que nenhum morador será retirado à força de sua casa: “Não é a primeira vez que uns poucos afetados criam terrorismo. Disseram que área de amortecimento do parque seria de dez quilômetros. Na verdade, será de 500 metros. Disseram que mais de mil residências seriam retiradas, sem indenização. Pedi, então, levantamento rigoroso, com fotografia aérea, e por fim as tais mil casas eram na verdade 35, sendo que dez já estão vazias”.

 

Minc ressalta ainda que, passado o período eleitoral, novas reuniões públicas serão realizadas pelo Inea: “Isto se acalma depois das eleições. O governador está ciente e concorda com a nossa forma de conduzir a instalação do parque, assim como os hoteleiros e ecologistas”.

 

Em relação à instalação da fábrica de automóveis Nissan, em Resende, o Inea obrigou a empresa a contratar estudo ornitológico de forma a preservar as espécies de pássaros que se reproduzem nos alagados do entorno da Lagoa da Turfeira. Além disso, a Nissan terá que reflorestar a faixa marginal de proteção.

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