SEA e Inea anunciam plantio de 34 milhões de árvores até 2016

Mudas serão mais do que suficientes para abater as emissões de gases-estufa geradas durante a Copa do Mundo e as Olimpíadas do Rio

Ascom SEA

por Sandra Hoffmann

 O Estado do Rio de Janeiro vai ser palco do plantio de 34 milhões de árvores até 2016, com a geração de 5.000 empregos verdes. O anúncio foi feito hoje (13/9) pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e pela vice-presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Denise Rambaldi, em coletiva à imprensa.

O plantio dessas mudas será suficiente para o poder público cumprir, com folga,  suas obrigações de plantio de árvores para compensar as emissões de gases-estufa que deverão ser liberadas durante a realização da Copa do Mundo, em 2014, e dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Segundo Minc, o compromisso olímpico firmado pelos governos federal, estadual e municipal estabelece o plantio de 24 milhões de árvores para abater as emissões das Olimpíadas de 2016.

“Vamos superar essa meta: vamos plantar 34 milhões de mudas até dezembro de 2015. Os recursos de aproximadamente R$ 500 milhões são decorrentes de obrigações das empresas que terão de efetuar o plantio, quer por compensação ambiental, quer por condicionantes de licenças ambientais ou por Autorização da Supressão de Vegetação (ASV). Neste último caso é quando uma empresa, por exemplo, para construir o seu empreendimento precisa suprimir vegetação que não seja nativa da Mata Atlântica. Em contrapartida, terá de plantar, por exemplo, cinco vezes mais do que ela retirou de vegetação”, explicou o secretário.

Minc citou, como exemplo, o reflorestamento com sete milhões de mudas por parte da Petrobras, uma medida compensatória para a construção do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), no Município de Itaboraí. “Com o plantio dessas 34 milhões de mudas, vamos recuperar a Mata Atlântica, as nascentes e os corredores de biodiversidade para a fauna que está ficando sem espaço para viver e, portanto, ameaçada de extinção”, afirmou.

O secretário anunciou ainda que a população poderá acompanhar com transparência a evolução das ações de plantio através do Contador de Árvores, espécie de painel instalado pela Secretaria de Estado do Ambiente no Jardim Botânico. “O contador foi lançado em 2007, mas estava desativado, e será inaugurado em outubro para que a população possa acompanhar todo esse trabalho. Em outubro, vamos nos reunir com as empresas que ainda não deram início ao reflorestamento. Vamos exigir dessas empresas um cronograma com as áreas a serem plantadas para que a sociedade possa acompanhar.”

Minc e Denise Rambaldi apresentaram para a imprensa um mapa detalhado com as áreas que já foram reflorestadas (cerca de 540 mil mudas), desde outubro de 2009, as que estão em andamento e ainda as que serão reflorestadas. Das 34 milhões de mudas anunciadas, está sendo promovido o plantio de aproximadamente 15 milhões de mudas e cerca de 19 milhões serão ainda plantadas.

Minc destacou ainda que tão importante quanto plantar é efetuar a manutenção das mudas. “É importante o trabalho de manutenção das mudas por, no mínimo, três anos. Com isso, vamos gerar 5.000 empregos verdes, voltados para a produção, o plantio e a manutenção dessas mudas”, completou.

A vice-presidente do Inea, Denise Rambaldi, disse que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro) vai produzir aproximadamente quatro milhões de seringueiras, com recursos do Fecam, de R$ 2 milhões e 500 mil. “Ainda não estão definidos os municípios que receberão as seringueiras, mas com certeza será na Região Noroeste do Rio e no Vale do Paraíba fluminense”, disse ela.

A vice-presidente do Inea destacou que a empresa de consultoria MGM Innova está elaborando o inventário das emissões de gases estufa dos Jogos Olímpicos, que deverá ser concluído em dezembro deste ano. “Esse inventário leva em consideração as emissões geradas pelas obras dos estádios, do Porto Maravilha, ou seja, de todas as obras relacionadas aos Jogos Olímpicos, bem como na produção das matérias-primas. Esse inventário também vai nos mostrar quantas árvores precisam ser plantadas para retirar o carbono emitido, por exemplo, pelas construtoras e pelas cimenteiras relacionadas aos Jogos Olímpicos”, disse.

 

Foto Luiz Morier

 

 

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