FUNDO VERDE INVESTE EM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NO CAMPUS DA UFRJ

Foto:Luiz Morier

Ascom SEA
por Sandra Hoffmann

Com R$ 7 milhões anuais de renúncia fiscal do Governo do Estado, universidade executará projetos ecológicos na Ilha do Fundão, como painéis solares e reforma ecológica de hospital

 A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vai contar com R$ 7 milhões anuais para serem investidos na elaboração e na execução de projetos sustentáveis, como a instalação, na Ilha do Fundão, de placas fotovoltaicas para a produção e uso de energia elétrica, a partir da luz solar, e de um retrofit verde (reforma sustentável) do Hospital Universitário.

Os recursos são oriundos da parcela do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que a UFRJ normalmente paga em sua conta de luz – e que a partir de agora terá de volta. A verba – que é, na verdade, uma renúncia fiscal do Governo do Estado – será destinada ao inédito Fundo Verde de Desenvolvimento e Energia para a Cidade Universitária da UFRJ, instituído hoje (24/10) por decreto estadual assinado pelo governador Sérgio Cabral.

A solenidade do anúncio da constituição do Fundo Verde foi realizada, nesta quarta-feira, na Reitoria da UFRJ, na Ilha do Fundão, e contou com as presenças do secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc – que representou o governador Sérgio Cabral –, da subsecretária de Economia Verde, Suzana Kahn, dos secretários estaduais de Fazenda, Renato Villela, e de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno, e do reitor da UFRJ, Carlos Antonio Levi da Conceição.

Minc destacou que a criação do Fundo Verde é uma iniciativa inédita no país e que poderia servir de exemplo para outras  universidades. “Transformar imposto em sustentabilidade é um belo precedente que poderia ser aplicado em outras universidades do país. A criação do Fundo Verde faz parte do plano estadual do clima e também do programa Rio Capital da Energia, sob a coordenação do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico,Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno”, destacou o secretário.

Ele destacou ainda que a criação do Fundo Verde é mais uma iniciativa resultado da parceria entre o Governo do Estado e a UFRJ. “Graças a essa parceria, está em curso o Programa de Recuperação Ambiental do Canal do Fundão que conta com recursos de aproximadamente R$ 300 milhões, da Petrobras. Por esse programa, estamos, dentre outras intervenções, dragando três milhões de metros cúbicos de sedimentos do Canal do Fundão. Também construímos a Ponte do Saber, a primeira ponte estaiada da cidade, inaugurada em fevereiro do ano passado empreendimento este que faz parte desse programa”, disse Minc.

Outro resultado bem sucedido da parceria com a UFRJ, explica o secretário, foi o lançamento, durante a Rio+20, em junho deste ano, da pedra fundamental do primeiro parque tecnológico do país com infraestrutura sustentável, integrando governo, iniciativa privada e universidade, que é o Programa Polo Verde, na Ilha do Bom Jesus, na extensão do campus da UFRJ, na Ilha do Fundão.

“O Polo Verde vai concentrar empresas de alta tecnologia, pesquisadores e profissionais especializados, além de uma incubadora tecnológica”, acrescentou Minc.

Durante a solenidade, a subsecretária de Economia Verde, Suzana Kahn, enfatizou que a criação do Fundo Verde foi consequência do lançamento do Programa Polo Verde, durante a realização da Rio+20. “Percebemos que essas ações não deveriam se restringir apenas a Ilha de Bom Jesus e que poderiam ser estendidas para toda a cidade universitária, na Ilha do Fundão e hoje estamos viabilizando essa ideia com a criação do Fundo Verde”, explicou ela.

O reitor da UFRJ, Carlos Levi, destacou que a criação do Fundo Verde vai promover mudanças significativas na Universidade, fazendo com que projetos inovadores, baseados em tecnologia verde, possam transformar o espaço da Cidade Universitária, produzindo condições para o desenvolvimento de pesquisas, cujos resultados serão aplicados em benefício da comunidade.

“Com essa verba, a implantação de linhas de trem de sustentação magnética é uma perspectiva que se abre e vai ser importante para demonstrar a viabilidade dessa alternativa, que a nossa universidade vem desenvolvendo, como opção de transporte urbano”, completou Carlos Levi.

 Conselho estratégico

Durante a cerimônia de criação do Fundo Verde foi instalado o Conselho Gestor desse Fundo que será responsável pela administração dos projetos. Participam do conselho dois representantes da UFRJ, três do Governo do Estado, um da Light Serviços de Eletricidade S.A e um da comunidade tecnológica, totalizando sete pessoas.

Os representantes são: subsecretário estadual de Energia, Marcelo Vertis; a subsecretária estadual de Economia Verde, Suzana Kahn, o auditor fiscal Alex Rabelo, representante da Secretaria de Estado da Fazenda; a professora da UFRJ, Angela Uller, representando a Reitoria; o vice-diretor da Coppe/UFRJ, Aquilino Senra Martinez; a consultora do Banco Interamericano de Desenvolvimento Econômico (BID) para projetos sustentáveis, Renata Bezerra Cavalcanti; e Fernanda Mayrink, representante da Light.

Foto: Luiz Morier

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