SEA e ICMbio combatem pesca predatória em Arraial do Cabo

Foto: Divulgação

Agentes da Secretaria do Ambiente e do Instituto Chico Mendes recolheram 20 toneladas de peixes, que foram doados para comunidade carente

Ascom SEA

 por Sandra Hoffmann

Três embarcações que praticavam pesca predatória, com redes de arrasto, na Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo, município da Região dos Lagos, foram autuadas e apreendidas em operação conjunta deflagrada neste domingo (28/10) pela Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), órgão da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio).

A equipe também apreendeu 20 toneladas de peixes que estavam nos barcos, doados, posteriormente, para uma comunidade carente da região e para o Programa Mesa Brasil, do Serviço Social do Comércio (SESC), ligado ao programa Fome Zero, do Governo Federal.

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, afirmou que a Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo é uma área destinada à exploração autossustentável por populações que dependem dos recursos naturais. “Nela, procuram-se equilibrar interesses ecológicos de conservação ambiental com interesses sociais, de melhoria da qualidade de vida dessas populações”, disse.

O chefe da Cicca, José Maurício Padrone, afirmou que, por infringir a Lei de Crimes Ambientais, cada embarcação deverá ser multada em R$ 340 mil, por pescar em local proibido e pela quantidade de peixe capturado.

Segundo Padrone, operações como a promovida no último domingo fazem com que os pescadores da região reconheçam a importância da fiscalização. “Estamos realizando diversas operações, em conjunto com ICMbio, que favorecem a atividade dos pescadores locais. Eles, por outro lado, estão ganhando mais consciência e fortalecendo a pesca artesanal”, destacou.

Para a chefe da reserva extrativista marinha, Viviane Lasmar, a operação contribuiu para o cumprimento dos objetivos da reserva, ao coibir a pesca predatória e conscientizar a população sobre a importância da área protegida.

As embarcações autuadas foram: Funelli, conduzida pelo mestre José Teixeira de Araújo, onde estavam seis toneladas de peixe; Bolivar 4, conduzida pelo mestre Faustino Teixeira Araújo, com seis toneladas de peixe; e Luciana Andrade, conduzida pelo mestre Antonio Carlos dos Santos Guia, onde estavam oito toneladas de peixe.

Foto: Divulgação

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