Secretaria do Ambiente concede Selo Verde para 90 condomínios do Rio

Foto: Luiz Morier

Ascom SEA

por Flor Jacq 

Prédios que já fazem coleta seletiva e recolhimento de óleo de cozinha usado receberam documento em cerimônia da Abadi e do Secovi Rio

Com a participação de aproximadamente 600 síndicos e do secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, foi lançado hoje (22/11) o Selo Verde – iniciativa ambiental que visa a estimular ações pela sustentabilidade por parte de condomínios no Rio de Janeiro, ajudando assim a preservar o meio ambiente e estimular empregos verdes, gerando inclusão social.

Representantes de cerca de 90 condomínios que já atendiam a critérios de sustentabilidade receberam o Selo Verde em cerimônia realizada no Hotel Windsor, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. O Selo Verde é um projeto da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) em parceria com a Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi) e o Sindicato da Habitação (Secovi Rio).

Para ganhar o documento, é necessário que o condomínio adote pelo menos duas medidas socioambientais, como a Coleta Seletiva Solidária e o Programa de Reaproveitamento de Óleo Vegetal (Prove) – projetos da SEA de separação e reciclagem de resíduos.

Parceiro da Abadi e do Secovi Rio há 12 anos, Minc afirmou que o Selo Verde serve para instigar uma competição saudável entre os condomínios:

“Com o selo fica claro quem vem adotando um comportamento cidadão, solidário e atento às questões ambientais, e quem não é parceiro do planeta. A Coleta Seletiva Solidária e o Prove são projetos que estimulam a separação de resíduos sempre em diálogo com cooperativas, que recolhem o material doado, dando-lhe destinação final correta. Ou seja, esses projetos tiram pessoas das ruas, gerando empregos verdes.”

Segundo a presidente da Abadi, Deborah Mendonça, o recolhimento de óleo vegetal e a Coleta Seletiva Solidária foram bem aceitos pelos síndicos e moradores, pois os temas ambientais vêm recebendo destaque nos encontros de síndicos:

“Atuamos em busca de práticas ecológicas, do consumo orientado, do descarte ordenado e da redução de custos. A pauta socioambiental sempre esteve presente em nossas discussões e metas. Por isso, há dois anos, defendemos entre nossos associados a implantação do Prove e da coleta seletiva.”

Minc lembrou que a sua primeira parceria com a Abadi e o Secovi Rio ocorreu há mais de uma década, quando era deputado estadual. Na ocasião, o grupo promovia discussões sobre a poluição sonora emitida por sinaleiras de garagem.

“Foi um tema delicado, pois não queríamos que ninguém fosse atropelado, mas tínhamos que cuidar dos tímpanos dos porteiros e dos moradores dos primeiros andares. Por fim, conseguimos chegar a um consenso de como e onde substituí-las”, disse Minc.

Foto: Luiz Morier

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