Estado do Rio terá dois radares meteorológicos

Foto:Luiz Morier

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Ascom SEA

por Sandra Hoffmann 

Equipamentos para aperfeiçoar ações de prevenção de catástrofes serão instalados no ano que vem na região do Médio Paraíba do Sul e em Macaé

Ao participar hoje (30/11) do seminário Redes Institucionais para a Redução de Riscos de Desastres, no auditório do Palácio Guanabara, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, anunciou que o Estado do Rio de Janeiro terá dois radares meteorológicos, um na região do Vale do Paraíba, no Médio Paraíba fluminense, e o outro, em Macaé, no Norte do Estado.

A licitação, de padrão internacional, está em fase de conclusão e a previsão é de que a aquisição desses equipamentos ocorra no início de 2013. Os radares meteorológicos serão adquiridos com recursos de R$ 13 milhões e 950 mil dos quais R$ 8 milhões oriundos de empréstimo do Banco Mundial (Bird) e contrapartida de R$ 5 milhões e 950 mil do Fecam.

Segundo Minc, os equipamentos poderão alertar com até 12 horas de antecedência a ocorrência de chuvas fortes no estado e servirão para aperfeiçoar as ações de prevenção de catástrofes ambientais – em especial o Sistema de Alerta de Cheias, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que inclui estações hidrológicas, pluviométricas e sensores.

“Os radares vão dar mais precisão sobre as condições do tempo, como o local onde vai chover e o volume pluviométrico. São fundamentais para aumentar nossa capacidade de previsão. Esses equipamentos irão aperfeiçoar o serviço de Sistema de Alerta de Cheias que hoje já conta com 75 estações em todo o Estado do Rio de janeiro”, explicou o secretário do Ambiente.

Na cerimônia de abertura do seminário, o secretário Carlos Minc e a presidente do Inea, Marilene Ramos, foram homenageados pelo secretário estadual da Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, por suas cooperações na luta pela redução dos riscos de desastres. Minc e Marilene foram condecorados com a medalha Mérito da Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro.

Também foram condecorados o vice-governador e coordenador de Infraestrutura do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra (que foi representando na cerimônia pelo secretário Nacional de Defesa Civil, Humberto Viana), e o economista Sérgio Besserman, entre outros.

Durante o seminário, ao destacar que o Brasil não possui a cultura da prevenção, ao contrário de países como o Japão, que prioriza ações preventivas – como simulações para a população saber como agir em caso de terremotos – Minc disse que as temáticas Defesa Civil e prevenção de áreas de risco começam a ser incorporadas no trabalho de educação ambiental que a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e o Inea desenvolvem nas escolas das redes municipais e estadual.

“Esse trabalho de educação ambiental é muito importante, pois a conscientização pode ser levada pelas crianças para sua casa, sua comunidade. O objetivo e ajudar a disseminar a cultura da prevenção. Eu também sugeri que os municípios, sem quebrar sua autonomia, sejam obrigados a incorporar em seus planos diretores as conclusões do mapeamento de áreas com risco de inundações e deslizamentos. Esse instrumento é fundamental para que as cidades possam se expandir de forma segura”, afirmou Minc.

A presidente do Inea, Marilene Ramos, destacou que o Sistema de Alerta de Cheias, iniciado em 2007, contava com 15 estações hidrológicas e meteorológicas. Atualmente, são 75 estações instaladas em todo o Estado do Rio de Janeiro. O sistema do Inea tem o objetivo de informar autoridades e a população sobre a ocorrência de chuvas intensas e inundações graduais que possam causar perdas materiais e humanas.

“Esses instrumentos medem a chuva e a elevação do nível do rio. Com isso, podemos nos antecipar a uma situação de chuva intensa. Todas estão conectadas à Central de Controle do Inea. Esses dados servem de base para os alertas que enviamos para a Defesa Civil do Estado e dos municípios, entre outros, informando sobre a precipitação e cheias dos rios que possam causar problemas”, explicou Marilene Ramos.

Vice-governador cobra mais comprometimento das prefeituras

Durante o seminário, o vice-governador e coordenador de Infraestrutura do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, cobrou mais comprometimento das prefeituras com relação ao trabalho de prevenção em áreas de risco, reprimindo e evitando ocupações irregulares em áreas com risco de inundações e deslizamentos. O objetivo é evitar tragédias como a ocorrida na Região Serrana, em janeiro de 2011.

“Ninguém quer se eximir de suas culpas, mas as cidades têm de fazer a sua parte, o seu dever de casa. Não adianta a gente formatar as Defesas Civis, ampliar o quadro de pessoal, viabilizar recursos se as Câmaras dos Vereadores e os prefeitos não fizerem o seu dever de casa. Temos que avançar na questão da remoção das pessoas de áreas de risco. São 40 anos de ocupação desordenada. Portanto, não dá mais para a gente brincar com esse tema. Se as prefeituras não fizerem a sua parte, estaremos enxugando gelo. É preciso que as prefeituras se mobilizem”, afirmou Pezão.

30 de novembro seminario risco de desastres foto 1 Luiz Morier

Foto: Luiz Morier

30 de novembro Marilene Ramos e Pezão seminario risco de desastres foto 2 Luiz Morier

Foto:Luiz Morier

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