Ponte do Saber ganha iluminação monumental

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por  Ascom SEA

Inauguração de jogo de luzes embeleza principal porta de entrada do Rio e marca final das obras de recuperação ambiental do Canal do Fundão

 

O sistema de iluminação da Ponte do Saber, que liga a Ilha do Fundão à Linha Vermelha, foi inaugurado hoje (04/12) pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc. A linda movimentação de luzes da iluminação, que tem a assinatura do badalado Peter Gasper, passou a embelezar a visão noturna da principal porta de entrada da Cidade do Rio de Janeiro.

A cerimônia de inauguração da iluminação da primeira ponte estaiada do Rio marcou também a conclusão das obras do Programa de Recuperação Ambiental do Canal do Fundão, que contou com investimentos da Petrobras de R$ 321 milhões. Valores que incluem os R$ 6 milhões que custaram o sistema de iluminação com 496 lâmpadas LED, que são mais econômicas e duradouras.

Projeto do respeitado especialista em luminotécnica Peter Gasper, o sistema de iluminação, na cor gelo, ressalta a obra e o desenho do pilar da Ponte do Saber, inspirado no biguá, um pássaro frequente na região. A ponte recebeu as mesmas cores de um famoso ponto turístico do Rio: o Cristo Redentor, cujo novo sistema de iluminação também foi projetado por Gasper.

O secretário ressaltou que a ponte diminuiu em 45 minutos a volta dos professores e alunos da UFRJ, reduzindo também a poluição causada pelos carros que antes ficavam presos em engarrafamentos constantes.

“Transformamos um local poluído e degradado em um novo cartão postal do Rio. A iluminação da Ponte do Saber vai chamar a atenção de como algo pode ser ao mesmo tempo, funcional, belo e arrebatador”, disse Minc.

A iluminação da Ponte do Saber ficará sob responsabilidade da Prefeitura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que cuida da manutenção dessa ligação da Ilha do Fundão com o continente, pela Linha Vermelha. Suspensa por 15 estais frontais e seis de retaguarda, a ponte tem seus cabos de sustentação ancorados em um único pilar, de 100 metros de altura.

Além de contribuir para embelezar a paisagem da principal porta de entrada do Rio de Janeiro, a ponte de 780 metros de extensão está ajudando a desafogar o trânsito da saída da Cidade Universitária, na Ilha do Fundão.

Recuperação ambiental do Canal do Fundão

A inauguração da iluminação monumental da Ponte do Saber marcou a finalização das obras de recuperação ambiental da região, que incluíram a dragagem de 3,1 milhões de metros cúbicos de sedimentos ao longo de 7 km do Canal do Fundão, a reurbanização da Vila Residencial da UFRJ, o reforço dos pilares de sustentação da Linha Vermelha e das pontes Oswaldo Cruz e Brigadeiro Trompovski e a construção da própria ponte estaiada.

O Programa de Recuperação Ambiental do Canal do Fundão – entre a Ilha do Fundão e o continente, ao longo da Linha Vermelha – recebeu investimentos de R$ 321 milhões, da Petrobras.

O programa compreendeu a dragagem de 3,1 milhões de metros cúbicos de sedimentos ao longo de 7 km do Canal do Fundão, reurbanização da Vila Residencial da UFRJ, proteção da Linha Vermelha e do encontro das pontes Oswaldo Cruz e Brigadeiro Trompovski, além da construção da ponte estaiada, que recebeu o nome de Ponte do Saber, inaugurada em fevereiro de 2012.

No processo de dragagem do Canal do Fundão, os trechos contaminados com metais pesados passaram por um processo de separação de areia. Após esse procedimento, os sedimentos restantes foram dispostos em cápsulas de geotêxtil. A água, completamente limpa, retornou para a Baía de Guanabara e o lixo, por sua vez, foi levado para o aterro sanitário de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

O principal impacto social da dragagem do Canal do Fundão, iniciada em 2009, é a geração de empregos. Aproximadamente 800 trabalhadores participaram das obras, e deste número, 95% das vagas foram destinadas à comunidade do Complexo da Maré. Outro aspecto importante nesta geração de empregos foi a revitalização de cinco estaleiros do entorno da Ilha do Fundão e do Caju, com destaque para o Inhaúma (ex-Ishibrás), que estava desativado há mais de dez anos.

O programa garantiu a preservação da área total de manguezais da Ilha do Fundão, tornando-se um aspecto importante para a economia pesqueira com o plantio de 140 mil metros quadrados de novos manguezais e recuperados outros 180 mil metros quadrados. Desta forma, o ecossistema do Canal do Fundão ganhou vida nova: aves que não eram vistas há 20 anos retornaram para a região.

Em abril de 2011, o Governo do Estado inaugurou rede coletora de esgoto, com 2.179 metros, e rede de distribuição de água potável, com 3.741 metros, e uma elevatória na Vila Residencial da UFRJ, na Ilha do Fundão.

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