Governo do Estado amplia monitoramento da qualidade do ar do Rio

Foto:Divulgação/Inea

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Ascom Inea

por Marta Simões

Estação de medição inaugurada na Lagoa faz parte de compromisso olímpico para a promoção de jogos verdes

 Mais um compromisso da agenda ambiental do projeto Rio Cidade Olímpica, assumido quando da escolha do município como sede dos jogos de 2016, começou a ser cumprido hoje (13/12) com a inauguração de estação de monitoramento da qualidade do ar na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul, em área da Subsecretaria-Adjunta de Operações Aéreas (Saoa).

Inaugurada pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e pela presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, a nova estação marca o início da ampliação da rede de monitoramento da qualidade do ar no estado. Até março do ano que vem, serão instaladas 16 estações para medir os índices de poluição em regiões próximas aos locais de competições das Olimpíadas do Rio.

O Governo do Estado está investindo R$ 28 milhões na instalação e operação dessas 16 novas estações em pontos próximos dos estádios e arenas olímpicos. “Com a nova rede de monitoramento da qualidade do ar, vamos garantir a cobertura de todos os locais onde serão realizadas as competições olímpicas e um ambiente adequado para o desempenho dos atletas de alta performance. Isso porque qualquer pequena variação nos índices de poluição pode comprometer os resultados dos competidores”, disse Minc.

Depois de instaladas as 16 novas estações, o Rio de Janeiro – que já conta com cinco unidades – terá 21 estações de monitoramento da qualidade do ar na capital – na Urca, Gamboa, Engenho de Dentro (Engenhão), Campos dos Afonsos, Deodoro, no entorno da Baía de Guanabara, Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Lagoa Rodrigo de Freitas – e em outros quatro municípios da Região Metropolitana: São Gonçalo, São João de Meriti, Belford Roxo e Nova Iguaçu.

“Com a ampliação do monitoramento para além do que já fazemos normalmente, estaremos oferecendo condições para que os atletas olímpicos quebrem muitos recordes no Rio em 2016”, complementou o secretário do Ambiente.

Durante a inauguração da estação da Lagoa, técnicos do Inea e da Cetrel – empresa responsável pela operação, manutenção e adequação da rede de monitoramento – fizeram a medição da qualidade do ar em tempo real. Na ocasião, a quantidade de ozônio no ar, um poluente secundário, era de 18,78, para o padrão máximo de 80.1. Portanto, bem abaixo do considerado inadequado.

O principal benefício das novas estações é que, ao medir continuamente a concentração de gases poluentes na atmosfera, como o ozônio e o monóxido de carbono, são geradas informações que, enviadas em tempo real para o Centro de Controle Operacional do Inea, possibilitam a promoção com agilidade de ações para a melhoria das condições atmosféricas.

“A partir desses dados, medidas de controle das fontes de emissão poluentes poderão ser tomadas, como, por exemplo, o desvio do tráfego de veículos ou a paralisação temporária de alguma atividade cujo potencial poluidor esteja interferindo na qualidade do ar”, explicou Marilene Ramos.

A presidente do Inea ressaltou ainda que, com a expansão do sistema de monitoramento do ar, o órgão ambiental terá mais controle sobre as condições atmosféricas em importantes regiões do estado. Futuramente, todas as informações geradas pelas 21 estações serão disponibilizadas em tempo real no site do Inea.

“Com uma melhor cobertura de rede para a medição de qualidade do ar, será possível estabelecermos médias mais reais de poluição no estado, uma vez que as estações não estarão mais restritas aos locais onde os índices são muito altos. As informações geradas a partir das estações servirão de base para o estabelecimento de políticas públicas para o controle da poluição do ar no Estado do Rio de Janeiro”, afirmou Marilene Ramos.

Foto:Divulgação/Inea

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