SEA PROMOVE MUTIRÃO DE LIMPEZA NA FLORESTA DA TIJUCA

Foto:Izabela Vasconcellos

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Ascom SEA

por Isabela Vasconcellos

Grupos de religiões de matrizes africanas participaram de ação de conservação do futuro Espaço Sagrado da Curva do S, no Alto da Boa Vista

Cerca de 200 pessoas, entre crianças e adultos, participaram hoje (13/12) de mutirão de limpeza de área da Floresta da Tijuca, no Alto da Boa Vista, onde será construído, em 2013, pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), um espaço sagrado para a prática de cultos de religiões de matrizes africanas.

Ao longo do Grande Mutirão de Limpeza da Curva do S, promovido pela SEA e por 20 instituições religiosas do Rio de Janeiro, os voluntários recolheram mais de 40 toneladas de resíduos, como restos de comida, garrafas PET, velas, caixas de papelão e alguidares.

Integrantes da Superintendência de Educação Ambiental da SEA e de grupos religiosos como o Ilê Omolu Oxum, Ilê Axé Xaponã, Funmilayo e Torody, com o apoio de agentes da Guarda Municipal, limparam rios e cachoeiras e identificaram as árvores queimadas em rituais com a utilização de velas. O lixo recolhido foi levado por garis da Comlurb, para a separação do que puder ser reciclado.

Após o mutirão, foi promovida a consagração do espaço, com preces e cantos.
“É o povo de santo que está aqui, do candomblé, de umbanda. O povo que geralmente precisa usar esse espaço em algumas ocasiões. Nós somos da tradição de orixá, e orixá não recebe nada em lugar sujo. Então nada mais justo que estarmos aqui hoje ajudando a limpar e a conservar um espaço que nós mesmos precisaremos utilizar um dia”, disse Mãe Nilce de Iansã, do grupo Ilê Omolu Oxum.

A superintendente de Educação Ambiental da SEA, Lara Moutinho da Costa, que ajudou na organização do mutirão, ressaltou a importância da construção do futuro Espaço Sagrado da Curva do S para garantir o direito constitucional de se preservar a natureza e oferecer um espaço para a realização de rituais religiosos.

“Hoje em dia, são muitas pessoas fazendo práticas religiosas. Não dá mais para acumular os restos de oferendas em qualquer lugar, a natureza não tem como absorver os resíduos produzidos.”

A Floresta da Tijuca será o primeiro local no Rio de Janeiro a receber um espaço com essa finalidade, instalado na Curva do S, próximo à entrada do Parque Nacional da Tijuca, no Alto da Boa Vista.

No espaço, será instalada infraestrutura com guarita e cancela, totens de sinalização, coletores de resíduos religiosos e uma central de tratamento de resíduos religiosos com composteira, aterro e área de separação dos materiais recicláveis.

Foto:Izabela Vasconcellos

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