SEA COMBATE PESCA ILEGAL NA BAÍA DE GUANABARA

Foto:Lourenço Eduardo

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Ascom SEA

por Sandra Hoffmann

Quatro pescadores foram autuados e multados próximos à Ilha de Paquetá, com 180 kg de pescado sendo apreendidos

Cento e oitenta quilos de pescado apreendidos e quatro pescadores autuados e multados. Este foi o saldo da blitz ecológica deflagrada hoje (27/12) pela Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), da Secretaria de Estado do Ambiente, para reprimir a pesca ilegal na Baía de Guanabara.

Com apoio de fiscais do Ibama e de policiais do Comando de Polícia Ambiental (CPAm), as equipes fizeram uma inspeção na Baía de Guanabara com auxílio de lanchas, botes e de um helicóptero do Inea – flagrando quatro embarcações que praticavam pesca de arrasto sem licença do Ministério da Pesca e Aquicultura nas imediações da Ilha de Brocoió, que fica próxima à Ilha de Paquetá.

Nas quatro embarcações, as equipes encontraram um total de 180 quilos de pescado – sendo 78 quilos de camarões graúdos –, que foram apreendidos e serão doados para comunidades carentes. Já os proprietários das embarcações foram autuados e multados por praticar pesca ilegal.
Segundo o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, que acompanhou a operação, as redes utilizadas, de um cm por um cm, acabam arrastando outros tipos de pescado, o que compromete a cadeia alimentar da Baía de Guanabara.

“A estimativa do Ibama é a de que, para cada quilo de camarão graúdo capturado, a rede acaba trazendo com ela pelo menos 10 quilos de outros tipos de peixes, de moluscos e outras espécies de pescado, que acabam morrendo sem terem atingido seu tamanho natural, o que quebra a cadeia alimentar dessas espécies. Então, em três horas de operação, nós flagramos quatro embarcações praticando esse tipo de pesca. Em apenas um barco, nós encontramos cerca de 50 kg de camarão. Isso significa dizer que podem ter sido arrastados por essas redes cerca de 500 kg de outros tipos de pescado”, explicou Minc.

O secretário do Ambiente destacou que há um número limitado de licenças emitidas pelo Ministério da Pesca para a prática da pesca de arrasto. “Então, se esse sistema permite apenas 100 pescadores e há 200 ou 300, isso se chama sobrepesca”, acrescentou.

O coordenador da Cicca, José Maurício Padrone, afirmou que a ação desta quinta-feira também teve caráter educativo. “Os próprios pescadores apoiam a nossa ação porque as pessoas que pescam de forma ilegal deixam de garantir o recurso dos pescadores. Além disso, a ação desta quinta-feira, que resultou na apreensão de pescado e de multa aos pescadores infratores, servem de exemplo para que outros pescadores não cometam a mesma infração. Estes pescadores receberão multa de R$ 20 por cada quilo de pescado apreendido”, disse.

Os proprietários das embarcações autuados foram: Luiz Gonzaga Lino, barco Lusmar II; Adilson Santos, barco Cavaleiro Branco; Raimundo Cipriano Madeira, barco Suzana IV; e Carlos Alberto Corrêa Porto, barco Yverg.

Foto: Lourenço Eduardo

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