INEA DÁ INÍCIO A CURSO DE FORMAÇÃO DE 220 GUARDA-PARQUES

Foto:Luiz Morier

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Ascom SEA

por Sandra Hoffmann

 

Com a entrada em ação dos concursados, Rio de Janeiro se tornará o primeiro estado do país a ter estruturado esse tipo de serviço de preservação ambiental

Ao participar hoje (21/01) da cerimônia de abertura da primeira turma do curso de formação dos 220 guarda-parques recém-concursados, no auditório do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), no Centro do Rio, o secretário do Ambiente, Carlos Minc, disse que a atuação desses profissionais será fundamental para que o Governo do Estado atinja a meta de quadruplicar o número de visitantes dos parques estaduais até o final de 2014, reforçando assim a preservação dessas unidades de conservação.

A primeira turma, com 110 guarda-parques, passará a partir de hoje por curso de formação com dois meses de duração, que acontecerá, simultaneamente, na Estação Ecológica Estadual do Paraíso (Guapimirim e Cachoeiras de Macacu) e no Parque Nacional da Serra dos Órgãos (Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapimirim).

Essa primeira turma receberá aulas teóricas e práticas de diversas disciplinas, como Prevenção e Combate a Incêndios Florestais e Busca e Salvamento de Pessoas Perdidas ou Acidentadas nos Parques. A segunda turma, com o restante dos guarda-parques aprovados em concurso, será convocada após o término das aulas da primeira turma.

Com a entrada em ação dos guarda-parques, o Rio de Janeiro se torna o primeiro estado do país a ter um serviço desse tipo estruturado para atuar em unidades de conservação. Os guarda-parques vão atuar na proteção da biodiversidade e do patrimônio histórico, arqueológico, paleontológico e espeleológico; na educação ambiental, prevenindo incêndios florestais e outras formas de agressão e, se necessário, dando o primeiro combate às ocorrências. Eles também vão garantir o cumprimento da legislação ambiental; fazer operações de busca e salvamento; dar suporte às atividades de pesquisa científica ou policiais; e orientar os visitantes sobre as normas de utilização e as características da unidade; entre outras funções.

“Os guarda-parques irão se relacionar com os visitantes, uma vez que queremos aumentar de 200 mil para 800 mil o número de visitantes nos nossos parques até o final de 2014. A nossa proposta é mais área preservada, mais áreas para serem usufruídas, gerando empregos verdes, e os nossos guarda-parques serão instrumento essencial para que isso aconteça. Eles irão atuar nos nossos parques, orientando os visitantes e também exercendo o papel de educadores ambientais a fim de conscientizar os visitantes sobre a importância da preservação”, disse o secretário do Ambiente.

Após a fala de abertura do curso por parte da presidente do Inea, Marilene Ramos, que ressaltou a importância do trabalho dos guarda-parques na preservação das unidades de conservação estaduais, o secretário Carlos Minc lembrou que, aliado a esse trabalho, a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) vem intensificando a repressão aos crimes ambientais, citando como exemplo a instalação de Unidades de Policiamento Ambiental (UPAms) nas unidades de conservação estaduais.

“Os policiais das UPAms atuam no combate a ilegalidades ambientais dentro e no entorno das unidades de conservação e apoiam a Cicca (Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais; órgão da SEA) e o Comando de Policia Ambiental (CPAM) em blitze ecológicas para combater crimes ambientais. Aliado a isso, temos também o programa ICMS Verde, que concede benefício financeiro a cidades fluminenses que investem na preservação do meio ambiente. Isso ajudou a aumentar a área protegida de Mata Atlântica nos municípios”, explicou.

Os 220 guarda-parques passaram por um processo de seleção pública e foram contratados por três anos, com possibilidade de renovação por mais dois. O processo de seleção incluiu provas teóricas e práticas, além de uma fase classificatória que levou em conta a formação anterior dos candidatos em itens como primeiros socorros e animais peçonhentos, além do conhecimento de línguas estrangeiras.

“O guarda-parque representará a unidade de conservação onde vai atuar, por isso, ele mesmo terá de dar bom exemplo. A conduta dele deve ser modelo desde a sua apresentação física até a sua forma de abordar uma pessoa. Esse profissional terá como atribuição, dentre outras, a repressão a infrações administrativas através de uma autuação. O guarda-parque irá atuar em pequenas infrações, e até a forma de abordagem, com educação, ética, vai trazer bons resultados, no sentido de promover a conscientização do usuário dos parques estaduais”, acrescentou o diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Inea, André Ilha.

Foto:Luiz Morier

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