Morro do Fogueteiro recebe Projeto Comunidades Verdes, da Secretaria Do Ambiente

Foto: Luiz Morier

Foto: Luiz Morier

Ascom SEA

por Sandra Hoffmann

Jardineiros comunitários serão responsáveis por ações de reflorestamento e de paisagismo em quatro comunidades pacificadas

Em solenidade no morro do Fogueteiro, em Santa Teresa, a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) lançou oficialmente hoje (26/2) mais um de seus projetos de inclusão social que visam a levar cidadania e incentivar o empreendedorismo em comunidades pacificadas do Rio de Janeiro: o projeto Comunidades Verdes.

A partir de agora, moradores não só do Fogueteiro, mas do Batan, em Realengo, da Formiga, na Tijuca, e do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, aprenderão técnicas de cultivo de mudas e de plantio, com ênfase em ações de produção de plantas ornamentais, de paisagismo – como de recobrimento vegetal de muros e fachadas residenciais – e de reflorestamento – como no caso de plantio de mudas em áreas desmatadas de morros. Além disso, cuidarão da produção de mudas em hortos comunitários que foram implantados nessas quatro comunidades.

Iniciativa da SEA, em parceria com o Iser (Instituto de Estudos da Religião), o projeto Comunidades Verdes tem por objetivo capacitar moradores em técnicas de recobrimento vegetal de muros e fachadas residenciais e encostas desprovidas de vegetação, de reflorestamento, plantio de mudas, implantação de hortos comunitários, arborização e melhora dos aspectos paisagísticos de comunidades.

O projeto inclui a instalação de quatro Núcleos Verdes, nessas comunidades, e a capacitação de 30 jardineiros comunitários em cada uma delas – totalizando 120 pessoas, que serão responsáveis por manter e multiplicar a iniciativa.
Cada núcleo conta com a infraestrutura necessária para a criação de viveiros para o cultivo de hortaliças, mudas para recuperação ambiental e paisagismo funcional. Paralelamente, serão promovidas atividades de comercialização da produção e outras formas de oferta de serviços, que visam a criar meios necessários para que o projeto possa ser financeiramente viável e estruturalmente pedagógico.

Presente à cerimônia, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, destacou que além de capacitar os moradores, o Comunidades Verdes também vai ajudar a preparar e organizar essas pessoas em cooperativas, para que possam comercializar o que produzirem.

“Cada uma dessas 30 pessoas que estão sendo capacitadas recebe uma bolsa auxílio de R$ 120,00 para montar hortos – tanto de plantas nativas quanto ornamentais e até medicinais; esta última em parceria com a Fiocruz. Queremos fazer teto verde nas casas para diminuir a temperatura e fazer hortas. Queremos reflorestar as encostas, inclusive com árvores frutíferas o que irá atrair os pássaros ao invés de ter uma terra seca e rachada que, com qualquer chuva, pode provocar um deslizamento”, explicou Minc.

O secretário destacou que o projeto está sob a coordenação da Superintendência de Território e Cidadania, da SEA, criada com a finalidade, dentre outras, de desenvolver ações que reforcem a ideia de que a ecologia não é uma questão voltada apenas para a classe média.

“A ecologia tem que incorporar o nosso povão. As pessoas que moram nas comunidades são as mais afetadas, por exemplo, com o problema do lixo. O problema do saneamento é maior aqui, o problema do deslizamento de encostas por não ter árvores é maior aqui. Então, ecologia é a coleta seletiva do lixo, é o saneamento, é a inclusão social, é o reflorestamento. Daí a importância de projetos como o Comunidades Verdes que estamos lançando oficialmente hoje. Nessa linha, já implementamos o projeto Fábrica Verde, que transforma lixo eletrônico em inclusão digital, por meio do reaproveitamento de computadores usados, e gerando empregos para moradores de comunidades pacificadas, e o Ecomoda, que oferece capacitação nas áreas de costura, modelagem, desenho e ilustração de moda e estamparia com foco no reaproveitamento e utilização de materiais. Em breve, estaremos lançando o projeto Ecobufet, que vai capacitar moradores em técnicas de aproveitamento integral de alimentos, utilizando caules e folhas, por exemplo, que normalmente são descartados pelas pessoas”, disse o secretário.
A coordenadora do projeto Comunidades Verdes, a superintendente de Território e Cidadania, Ingrid Gerolimich, disse que o projeto envolve ainda outras ações, entre as quais o trabalho de recobrimento vegetal e de melhora do microclima.

“Vamos formar jardineiros comunitários que vão atuar na elaboração de projeto paisagístico para cada uma das comunidades atendidas. Ao mesmo tempo em que contribui para a geração de renda, o Comunidades Verdes inclui socialmente os moradores desses locais”, ressaltou.
Gestora do projeto Comunidades Verdes no morro do Fogueteiro, Cíntia Luna disse que o projeto capacita 30 moradores, e que dez deles irão atuar como jardineiros comunitários. “Nós ganhamos 540 mudas de espécies da Mata Atlântica do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), e que serão utilizadas para fazer o reflorestamento e o paisagismo em áreas degradadas da comunidade do Fogueteiro. Nós também vamos produzir horta orgânica e viveiro de mudas para poder vender”, disse ela.

Foto:Luiz Morier

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