Secretaria do Ambiente fecha abatedouro clandestino em Lumiar

Foto:Divulgação

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Ascom SEA

Três pessoas foram presas por poluir rio, desmatar área verde e vender carne sem higiene em açougue desse distrito de Friburgo

 Após dois meses de investigação, agentes da Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), prenderam na madrugada desta terça-feira (26/2), em Lumiar, distrito de Nova Friburgo, na Região Serrana, três pessoas que estavam abatendo bois em abatedouro clandestino em área verde e de nascente de rio.

As equipes flagraram o momento do abate de alguns bovinos em condições extremamente precárias de higiene sanitária e de limpeza no Sítio dos Coqueiros, que foi embargado. Os agentes também identificaram um grande desmatamento na propriedade, para a ampliação da área de pastagem, de cerca de seis hectares (o equivalente a cerca de seis campos de futebol).

A operação – com o apoio de fiscais do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), da Secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária e policiais da Polícia Militar Ambiental – teve início às três horas da manhã. Os veículos foram deixados na estrada de acesso, e os agentes ambientais subiram cerca de 800 metros a pé para não chamar a atenção dos funcionários do Sítio dos Coqueiros, onde foi montado o abatedouro clandestino.

O abatedouro – que foi embargado – pertence ao dono do açougue que funciona no centro de Lumiar, Nedir Klein. Além do açougueiro, foram presos seu filho Romário Heringer Klein, 23 anos, e seu sobrinho Renan Dutra Heringer, de 21 anos, que responderão por crime ambiental, por estar desmatando Mata Atlântica, contaminando o solo e o lençol freático e despejando as vísceras dos bois abatidos em afluente do Rio Bonito de Cima. Os três foram ainda multados pelo Inea e pela Defesa Agropecuária.

O abate acontecia de madrugada, para burlar a fiscalização, e o local era de difícil acesso. A carne era vendida no açougue de Nedir Klein, em Lumiar. Fiscais da vigilância sanitária de Nova Friburgo e da Defesa Agropecuária do Estado farão agora uma vistoria no açougue para verificar as condições das carnes estocadas.

Segundo o coordenador da Cicca, coronel Padrone, foram constatadas diversas irregularidades no abatedouro clandestino, como maus tratos, já que os animais eram abatidos com golpes de marreta, de saúde, na medida em que eram vendidas carnes impróprias para o consumo, e crimes ambientais, como a poluição do rio.

O secretario estadual do Ambiente, Carlos Minc, elogiou a ação, enfatizando que a Cicca vem se esforçando para coibir essa prática criminosa, que infelizmente ainda conta com certa aceitação da população, na maior parte por falta de informações sobre os prejuízos ao meio ambiente e à saúde.

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