Celebração do Dia Mundia da Água

Foto: Luiz Morier

Foto: Luiz Morier

Ascom SEA

por Rodrigo Burgos

 

Encontro na Praia de Copacabana exaltou a sacralidade das águas doces e salgadas e defendeu a preservação da natureza

 

Com a apresentação de uma orquestra de atabaques, de um grupo de cantos e rituais religiosos, a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e lideranças de religiões de matriz afro-brasileira comemoram o Dia Mundial da Água, nesta sexta-feira (22/03), na Praia de Copacabana.

Batizado de Águas Sagradas Afro-Brasileiras, o evento foi promovido pelo programa Elos da Cidadania, da Superintendência de Educação Ambiente da SEA, que tem como objetivo apresentar à população em geral o papel educativo que as religiões afro-brasileiras têm dentro e fora de seus espaços de convivência, incluindo aí o respeito, a proteção e o cuidado com as riquezas naturais, tais como as águas.

Ao participar da cerimônia religiosa, que movimentou a orla do Posto Seis, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, ressaltou a importância da união entre meio ambiente e religiões afro- brasileiras:

”É uma união para defender as águas. As religiões afro-brasileiras eram estigmatizadas por poluir as águas e a natureza. Agora estamos abraçados, cultuando com amor e carinho o dia das águas. A água é uma grande riqueza da humanidade”, afirmou.

Em meio à cerimônia, foi lançada a Carta pelas Águas – um manifesto com propostas elaboradas por grupos religiosos em defesa da natureza. O texto da carta defende, entre outros pontos, a revitalização de nascentes, rios e fontes, com sua despoluição e o plantio de espécies sagradas em suas margens que sejam nativas.
O grupo atraiu a atenção de banhistas com seus cânticos sagrados e suas danças.
A superintendente de Educação Ambiental da SEA, Lara Moutinho, enfatizou a importância das águas para as religiões afro-brasileiras: “Se não tiver água, as religiões não conseguem efetuar os seus rituais cotidianos e ficam ameaçadas de desaparecer. Sem água, sem folha e sem Orixás, não há religião. São as águas que purificam, as águas que nutrem, embalam”, afirmou.

Lara destacou ainda a importância da participação dos governos e da sociedade civil na luta contra a poluição das águas: “O poder público e a sociedade têm de se unir numa parceria, pois não basta o Poder Público colocar um fiscal atrás de um grande poluidor, pois não vai dar conta. Então é preciso controle social da população na gestão ambiental. Precisamos da ajuda dos cidadãos para ter este controle, diminuindo assim a poluição”.

Representante do Casa Branca – primeiro terreiro de Candomblé do Brasil, em Salvador –, Mãe Sinhá ressaltou a importância da água para todos: “Um evento que fala de água faz agente esquecer das diversidades, das intolerância. A água é tem uma importância vital para a sociedade, já nascemos em uma bolsa de água”.

Participaram também da cerimônia, entre outros, Mãe Beata, mais antiga integrante do Candomblé, e Mãe Fátima Damas, integrante mais antiga da Umbanda.
Clique para ter acesso a carta que, em breve, estará disponível no blog da Superintendência de Educação Ambiental – http://aloambiente.blogspot.com.br/ – para coleta de assinaturas de apoio.

Foto: Luiz Morier

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