Projeto Comunidades Verdes forma sua primeira turma

Foto: Luiz Morier

Foto: Luiz Morier

Ascom SEA

por Flor Jacq

120 alunos de áreas pacificadas fizeram curso da Secretaria do Ambiente de cultivo de mudas e reflorestamento

Após quatro meses de aulas teóricas e práticas de técnicas de cultivo e plantio de mudas, os 120 alunos da primeira turma do Projeto Comunidades Verdes, da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), receberam seus certificados de formação.

 

Após quatro meses de aulas teóricas e práticas de técnicas de cultivo e plantio de mudas, os 120 alunos da primeira turma do Projeto Comunidades Verdes, da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), receberam seus certificados de formação.

 
A cerimônia ocorreu hoje (11/4) no auditório da sede da SEA, no Centro do Rio, com a presença de familiares dos cursistas, professores, da coordenadora-geral do projeto, a superintendente de Território e Cidadania da SEA, Ingrid Gerolimich, e do secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc.

 
O local foi decorado com flores e mudas, muitas delas cultivadas pelos próprios formandos nos hortos comunitários criados durante as aulas práticas do projeto. Minc e Ingrid receberam os dois primeiros girassóis colhidos pela turma.

 
“No Comunidades Verdes trabalhamos diretamente com a vida, com a Mãe Terra, transformando áreas degradadas em um espaço para a coletividade. Com esse projeto, estamos dizendo que preferimos um mundo em que o verde fala mais alto que as armas, que o preconceito e os muros de concreto”, disse Minc.

 
Realizado em parceria com o Instituto de Estudos da Religião (Iser), que atua em diversas áreas ligadas à cidadania, o projeto vem sendo desenvolvido em quatro comunidades pacificadas do Rio, chamadas de Núcleos Verdes: Batan, Fogueteiro, Formiga e Complexo do Alemão.

 
“Quando comecei na Superintendência de Território e Cidadania (STC), há dois anos, tive a dimensão do desafio que tínhamos nas mãos: retornar para áreas que o Poder Público abandonou por tantos anos. Tínhamos que entender o cotidiano dos moradores, a rotina de cada comunidade, para criar projetos que provassem que é possível gerar desenvolvimento econômico, sustentável, levando em consideração o capital humano”, afirmou Ingrid.

 
Os alunos receberam uma bolsa mensal no valor de R$ 120. Ao final dos quatro meses de curso, 30 dos 120 alunos foram selecionados pela coordenação de cada núcleo, formada por dois moradores, para atuar como jardineiros comunitários.

 
Segundo o coordenador do Iser, Pedro Strozenberg, os 30 jardineiros comunitários passarão, pelos próximos seis meses, pelo aprimoramento das técnicas ensinadas, e atuarão com multiplicadores da iniciativa, recebendo uma ajuda de custo mensal de R$ 300.

 
“Mais do que a conclusão de uma capacitação, esse diploma também representa que vocês foram envolvidos no processo da gestão pública. Ele alerta sobre o lugar que vocês têm na sociedade e sobre o papel que devem cumprir, como atores sociais, que conhecem e cuidam das suas comunidades”, enfatizou Strozenberg.

 
Amadeu Palmares, de 60 anos, formando da comunidade da Formiga, na Tijuca, Zona Norte do Rio, relembrou que no auge da sua juventude, nos anos 1960, os governos incentivavam o desmatamento para ampliar áreas de pasto.

 
“Hoje o que vemos é o inverso: somos contra as queimadas e o excesso de lixo no meio da rua. Apostamos no verde em defesa da saúde”, disse Amadeu.

 

Cada núcleo conta com a infraestrutura necessária para a criação de viveiros para o cultivo de hortaliças, mudas para recuperação ambiental e paisagismo funcional.

 
Minc disse ainda que, paralelamente, estão sendo estabelecidas parcerias, como com o Sebrae, para que o projeto possa ser financeiramente viável e estruturalmente pedagógico.

 
“Uma iniciativa como essa não pode ficar dependente. Os governos podem mudar, mas o projeto tem que garantir sustentabilidade financeira para seguir”, disse.

Foto: Luiz Morier

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