Transporte no Rio poderá alcançar expressiva redução de CO2 até 2016

Foto: Luiz Morier

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Expectativa da Secretaria do Ambiente é que setor alcance em três anos metade da diminuição da emissão do gás-estufa prevista para 2030

Ascom SEA

Flor Jacq

O setor de transportes no Estado do Rio de Janeiro deverá deixar de emitir 1,8 milhão de toneladas de CO2 até de 2016 com a ampliação e a melhoria das redes metroviária e ferroviária e dos serviços de barcas e de ônibus municipal e intermunicipal. Este total previsto de redução de emissões desse potente gás-estufa significa que, já em 2016, o Rio de Janeiro alcançará 50% da meta de redução de CO2 estabelecida para 2030.

Os dados de redução das emissões de CO2 no setor de transportes – segundo estudo realizado pela Coppe/UFRJ – foram divulgados pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, nesta quinta-feira (2/05), em coletiva à imprensa. A expectativa de Minc é que aproximadamente 260 mil carros particulares e 12 mil ônibus sejam substituídos por dia por transportes coletivos mais ambientalmente amigáveis.

Com a realização das reduções previstas, segundo a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), o Estado do Rio de Janeiro deverá atingir, em apenas seis anos, metade da meta – instituída pelo Decreto de Mudanças Climáticas (nº 43.216) – de redução de 3,8 milhões de toneladas da emissão de CO2 até 2030.

“O uso de energia é responsável por mais de 60% das emissões de CO2, dos quais o setor dos transportes representa 45%. Não existe ecologia urbana sem a melhoria da eficiência e a expansão dos trens, barcas, metrô. Por isso, marcamos duro nas vistorias de veículos, incentivamos o uso de biocombustível e agilizamos o licenciamento das novas linhas de metrôs, que é o tatu ecológico”, disse o secretário.

Segundo Minc, além do CO2 são emitidos outros gases de efeito estufa, como o dióxido de enxofre e o monóxido de carbono, altamente prejudiciais à saúde humana.

“As metas de mobilidade urbana, previstas no caderno de encargos do Comitê Olímpico Internacional (COI), não são responsabilidades da SEA, mas investir no setor, além de reduzir os engarrafamentos e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, significa menos doenças respiratórias e menos poluição sonora”, disse.

A subsecretária de Economia Verde da SEA, Suzana Kahn, falou das vantagens em substituir o transporte sobre rodas pelo hidroviário: “Basta a concessionária CTR Barcas aumentar a sua frota em pelo menos uma embarcação para que aproximadamente 2 mil pessoas possam evitar os ônibus e optar por um transporte menos poluente e sem engarrafamentos. Um ônibus convencional carrega em média 75 passageiros”.

Com a melhoria e expansão do setor de transportes de massa, a estimativa é que do total de 1,8 milhão de toneladas de CO2 cada um dos modais abaixo alcance a seguinte redução:

– Melhorias da rede ferroviária: 884.330 toneladas;
– Reestruturação rodoviária: 504.400 t.;
– Expansão da malha metroviária: 414.300 t.;
– Expansão hidroviária: 33.060 t.;

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