Secretaria do Ambiente interdita fábrica de sadinha em São Gonçalo

Rodrigo Burgos

Empresa liberava mau-cheiro e poluía Baía de Guanabara com efluentes industriais sem tratamento adequado

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Foto Luiz Morier

A fábrica de sardinhas em conserva Rubi S.A, que fica às margens da rodovia Niterói-Manilha, no bairro do Gradim, em São Gonçalo, foi interditada hoje (06/06), em blitz realizada pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), por não se adequar a normas de licenciamento ambiental.

A decisão do secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e da presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, foi tomada após várias multas e intimações: a empresa descumpriu 21 itens exigidos pelo Inea em sua licença, como acabar com a emissão de fumaça negra proveniente das caldeiras e com as deficiências no tratamento de seus efluentes líquidos industriais.

“E empresa é reincidente, e era uma das maiores poluidoras da Baía de Guanabara. Todo mundo tem que entrar na ordem. Foi uma medida extrema e necessária em defesa da qualidade das águas da baía e das narinas da população do entorno, que não aguentava mais o mau-cheiro. Esta ação faz parte dos nossos compromissos para sanear a Baía de Guanabara”, disse Minc, após ser informado sobre o resultado da operação.

Chefiada pela Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), da SEA, a ação contou com apoio de técnicos da Coordenadoria de Fiscalização e da Superintendência da Baía de Guanabara do Inea e de policiais do Comando de Polícia Ambiental (CPAm) e da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA).

O chefe da Cicca, coronel José Maurício Padrone, afirmou que a empresa já havia recebido vários autos de infrações por danos ambientais, sem cumpri-los. “O último, emitido no mês passado, no valor de R$ 90 mil, foi encaminhado para a Dívida Ativa e será cobrado por via judicial.”

A equipe de fiscalização encontrou inúmeros problemas ambientais na empresa:

•Sua estação de tratamento de efluentes industriais (ETDI) não funcionava adequadamente, com seus efluentes sendo lançados fora dos padrões na Baía de Guanabara;

•Nem todos os pontos de geração de efluentes estavam direcionados para a ETDI, sendo lançados diretamente na baía;

• A fábrica de farinha, o pior ponto de emissão de odores, possuía sistema inadequado para o controle de odores;

•Vísceras dos peixes eram lançadas diretamente na baía;

•A empresa já havia sido interditada no passado, e não se adequou;

•O Inea já havia emitido quatro autos de constatação, devido ao lançamento de efluentes fora dos padrões e os incômodos a terceiros.

Como a empresa possuía muitas sardinhas estocadas nos frigoríficos no momento da interdição, foi permitida a continuidade de sua linha de produção por mais dois dias, até o final do estoque. No entanto, a partir de hoje, foi proibida a entrada de qualquer tipo de material para a sua linha de produção.

“A interdição da empresa é a maior punição imposta. Tivemos que chegar a essa penalidade porque ela não cumpriu nenhuma das exigências ambientais feitas pelo Inea. A interdição será um bem muito grande que faremos a nossa Baía de Guanabara”, ressaltou Padrone.

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