Desfile de moda sustentável encerra Semana do Meio Ambiente

Julia de Aquino

Roupas recicladas, degustação de ecobuffet e distribuição de mudas de Mata Atlântica foram promovidas no Aterro pela Secretaria do Ambiente

Fotos Luiz Morier

Fotos Luiz Morier

Para marcar o encerramento da Semana do Meio Ambiente com chave de ouro, modelos da Mangueira fizeram um desfile de moda ecológica neste sábado (8/6) no Aterro do Flamengo, na Zona Sul do Rio. Promovido pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o evento contou também com atividades de ecogastronomia e jardinagem.

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, passou em cada um dos stands montados para o evento e conferiu a exibição de anos de trabalho e esforços da SEA/Inea em conjunto com a Defesa Civil, a Secretaria de Estado de Saúde e a Polícia Militar, dentre vários outros órgãos das esferas estadual e municipal. “Meio Ambiente é muito mais do que plantar árvore, e sim um diálogo entre as esferas políticas de governo, mostrando a população que ações integradas podem não só proteger a natureza, como também gerar emprego e renda para população”, disse o secretário.

Minc lembrou que durante a Semana do Meio Ambiente diversas outras ações que estimulam a prática sustentável foram realizadas no estado, dentre elas, a soltura de mil alevinos de surubins-do-paraíba no Rio Paraíba do Sul.

O desfile de moda sustentável – fruto do Projeto EcoModa, da SEA, que promove cursos de modelagem com materiais recicláveis em comunidades pacificadas – atraiu os olhares de quem passava no Aterro do Flamengo. Muitas pessoas se mostraram interessadas em conhecer um pouco mais sobre os projetos de reciclagem.

Moradoras da comunidade da Mangueira, as modelos desfilaram com roupas e acessórios feitos a partir de materiais que normalmente iriam para o lixo, como jeans velhos, banners e até disco de vinil. Esse ano, coletes utilizados na Operação Lei Seca, doados pela Defesa Civil, foram transformados em lindas novas peças de roupas.

Uma das modelos, Vera Lucia Monteiro, que desfilou com seus três filhos, fez o curso de bordado do EcoModa e agora quer aprender estamparia. “Já consegui produzir algumas bolsas. Com o curso, aprendi que tudo pode ser reaproveitado. Hoje pego muita coisa no lixo, como jeans, camiseta velha, CD etc., e faço roupas novas para mim e para meus filhos. Quero investir nisso”, afirmou.

Durante o evento, o stand do EcoBuffet, outro projeto da SEA em comunidades pacificadas, que trabalha com o aproveitamento integral de alimentos, utilizando cascas, talos e bagaços em sua produção, ofereceu degustação de alimentos aos visitantes.

Outro stand bastante visitado foi o da Polícia Ambiental, da Polícia Militar, que exibia diversas espécies de cobras e alguns equipamentos apreendidos durante blitze ambientais.

Mudas de plantas nativas de Mata Atlântica, como juçara e pitanga, além da espécie exótica nêspera, foram doadas ao público. As mudas são originárias do Projeto Comunidades Verdes, da SEA, que mantém hortos em comunidades pacificadas.

A superintendente de Território e Cidadania da SEA, Ingrid Gerolimich, ressaltou a importância da atuação do estado dentro das comunidades com projetos como o EcoModa, EcoBuffet e Fábrica Verde, que ajudam a transformar a vida das pessoas do local aliando cidadania e sustentabilidade.

“Estamos reunindo as comunidades pacificadas e trocando experiências. É possível unir forças em prol do ambiente. Nosso objetivo é que essas pessoas se tornem protagonistas dessas ações realizadas pelo Governo do Estado, pois assim serão capazes de gerar renda e cuidar do ambiente onde vivem”, disse Ingrid.

A superintendente disse também que com o projeto EcoModa 15 novos empreendimentos já estão a todo vapor em comunidades. “Isso é fruto dessa união, dessa participação da comunidade que hoje percebe que é possível gerar emprego e renda de forma sustentável”, enfatizou Ingrid.

Uma exposição com o trabalho realizado no curso de montagem e manutenção de computadores usados da Fábrica Verde, no Complexo do Alemão e na Rocinha, mostrou para os visitantes como é possível transformar lixo eletrônico em inclusão digital, por meio do reaproveitamento de computadores, monitores e impressoras usados.

A superintendente de Educação Ambiental da SEA, Lara Moutinho, ressaltou a importância dos projetos dentro de escolas e comunidades. Ao lembrar da atuação da Secretaria do Ambiente durante as enchentes em Xerém, distrito de Caxias, e em Teresópolis, enfatizou a participação das rádios comunitárias em situações como essas. “Estamos dialogando com as comunidades, mostrando para sociedade que educação ambiental e cidadania precisam andar de mãos dadas.”

AAECO MODA 05

Foto Luiz Morier

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