Educação ambiental chega a 15 municípios do Rio de Janeiro

Mais de 6 mil profissionais da educação e estudantes de cem escolas públicas serão atendidas por programa da SEA

Ascom SEA

Flor Jacq

Foto: Luiz Morier

Foto: Luiz Morier

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, participou hoje (18/06), na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), do lançamento da nova fase do programa Elos de Cidadania: Educação Ambiental para a Gestão Participativa e Integrada de Águas e Florestas da Mata Atlântica.

Entre 2013 e 2014, a iniciativa retornará à capital e a outros 14 municípios da Baixada Fluminense, só que desta vez com um enfoque diferente: o enfrentamento das vulnerabilidades socioambientais por meio da gestão participativa de águas e florestas da Mata Atlântica.

Responsável pelo Elos de Cidadania, a superintendente de Educação Ambiental, da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), Lara Moutinho da Costa, disse que o programa já formou cerca de 22 mil professores, profissionais de educação e alunos de quase 800 escolas dos 92 municípios do estado. Nessa nova fase, serão atendidos mais 6.200 cursistas de cem escolas da rede pública de ensino.

“Em nossos cursos dialogamos com toda a comunidade escolar – alunos, merendeiras, orientadores e professores. Nossa missão é fomentar a cultura da participação da sociedade na gestão pública. Mas para participar a população tem que conhecer os instrumentos de gestão”, afirmou Lara.

Segundo o secretário Carlos Minc, o programa Elos de Cidadania já recebeu cerca de R$ 9 milhões do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam).

“Antes, os recursos do Fecam só eram investidos em obras, e nem eram de saneamento. Quando assumi a SEA, em 2007, tratei de garantir a parte da educação ambiental, prevista em lei de minha autoria (3.325/99). Afinal, as pessoas só protegem aquilo que conhecem. Investir em educação ambiental significa criar novos padrões de consumo e de participação, sem preconceito de credo, etnia ou orientação sexual”, disse.

Minc lembrou que a população local tem papel importante na fiscalização dos órgãos públicos: “Em Teresópolis, contamos com ajuda de estudantes de uma escola pública para defender o Rio Paquequer. Os alunos retiraram amostras de água regularmente e passaram a monitorar o trecho próximo a sua escola. Assim, pudemos marcar duro as empresas poluidoras. O Paquequer nasce cristalino e durante o seu percurso vira um esgoto a céu aberto, prejudicando a saúde das comunidades do entorno e o turismo”.

Durante o curso, os alunos terão a oportunidade de discutir temas que, em geral, afetam a comunidade onde vivem, tais como a poluição atmosférica; a alteração e poluição de rios, lagoas e áreas costeiras; o uso de agrotóxicos; o lixo; a contaminação da água, do ar e do solo; a inadequação ou inexistência de água encanada, de tratamento de esgoto e de coleta seletiva regular; a biopirataria; a introdução de espécies exóticas.

Além disso, o programa vai abordar aspectos gerais sobre a destruição da Mata Atlântica e os danos ocasionados pela ocupação irregular de áreas de risco, e ainda sobre os processos históricos de exclusão, miséria, violência e esvaziamento político dos espaços públicos de participação popular.

Participaram do evento professores e alunos das escolas participantes dos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, São João de Meriti, Duque de Caxias, Nilópolis, Mesquita, Belford Roxo e Nova Iguaçu.

O programa Elos de Cidadania é promovido pela  SEA, em parceria com a Uerj, e tem o apoio das secretarias de Educação do Estado e dos municípios onde atua.

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