FÁBRICA VERDE LEVA INCLUSÃO DIGITAL À CHACRINHA, SALGUEIRO E TURANO

Projeto já capacitou 1.200 pessoas das comunidades pacificadas do Alemão e da Rocinha e montou 1.100 computadores a partir do reaproveitamento de peças usadas

Ascom SEA

» Sandra Hoffman

Inauguração 08

Foto: Luiz Morier

 Com mais de mil pessoas qualificadas, 1.100 computadores montados, a partir do reaproveitamento de peças usadas, o Projeto Fábrica Verde – iniciativa da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) – chegou hoje (4/7) a mais três comunidades pacificadas na Tijuca, na Zona Norte: com sede no Morro da Chacrinha, atenderá a moradores desta comunidade e de duas outras vizinhas, do Salgueiro e do Turano.

 

O projeto, que transforma lixo eletrônico em inclusão digital, foi lançado há cerca de dois anos no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, e, há mais de um ano, está implantado na Rocinha, na Zona Sul da cidade.

 

O Projeto Fábrica Verde tem por objetivo promover a capacitação profissional em montagem e manutenção de computadores e a conscientização ambiental de jovens e adultos nas comunidades pacificadas do Rio de Janeiro. Em média, a cada três máquinas doadas por moradores e empresas, os alunos montam um computador, que acaba instalado em telecentros comunitários.

 

Ao participar da cerimônia de inauguração do projeto, que ficará sediado no mesmo espaço onde funciona outra iniciativa bem-sucedida da SEA, o EcoBuffet, o secretário do Ambiente, Carlos Minc, destacou que, além de promover a capacitação profissional, a secretaria também busca incentivar o empreendedorismo:

 

“O nosso objetivo é implantar os projetos Fábrica Verde, EcoModa, Comunidades Verdes e EcoBuffet em todas as comunidades pacificadas do Rio de Janeiro. Hoje, estamos inaugurando a terceira Fábrica Verde em uma comunidade pacificada. As outras duas estão implementadas no Complexo do Alemão e na Rocinha, totalizando 1.200 pessoas capacitadas, 1.100 computadores montados a partir do reaproveitamento de peças usadas e 40 telecentros criados. Além disso, temos uma parceria com a Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro (AgeRio), que fornecerá linhas de crédito de até R$ 10 mil para os nossos alunos, que, depois de qualificados, estejam interessados em montar o seu negócio”, disse o secretário.

 

Segundo a superintendente de Território e Cidadania da SEA, Ingrid Gerolimich, aproximadamente 25% dos jovens qualificados pelo projeto Fábrica Verde encontram-se inseridos no mercado de trabalho. Segundo ela, existe também a possibilidade de Angola, no continente africano, “importar” o projeto Fábrica Verde. Ingrid viajou para Luanda, capital de Angola, em junho, onde expôs o projeto na Feira Internacional de Luanda sobre Novas Tecnologias Ambientais.

 

“No momento, eles estão fazendo um diagnóstico a fim de definir quais as comunidades que serão beneficiadas, e quantos alunos. Uma comitiva de guatemaltecos, que conheceu um pouco do projeto, também sinalizou com a possibilidade de levar o projeto para a Guatemala, na América Central”, disse Ingrid, ressaltando que Manguinhos, na Zona Norte do Rio, será a próxima comunidade a receber uma filial do projeto Fábrica Verde.

 

Aluna do projeto Fábrica Verde na Chacrinha/Salgueiro/Turano, Vanessa Christina dos Santos, 24 anos, disse que o curso será importante para sua inserção no mercado de trabalho:

 

“Nós, aqui da comunidade, ficamos tão felizes ao ver este prédio, que estava abandonado, sendo reformado e pintado. Então, tivemos a curiosidade de perguntar o que esse espaço abrigaria, e comemoramos ao saber que o local teria cursos voltados para a nossa capacitação profissional. Sabia do projeto EcoBuffet, mas me identifiquei mais com o projeto Fábrica Verde. Como plano para o futuro, pretendo montar meu próprio negócio”, disse.

 

As turmas da Fábrica Verde são trimestrais, reunindo 120 alunos, que recebem uma bolsa mensal no valor de R$ 120 cada. Só podem se inscrever pessoas que tenham a partir de 16 anos e que estejam cursando ou tenham terminado o ensino médio. A cada 120 jovens capacitados, seis são selecionados para atuar como monitores no projeto, com remuneração inicial de R$ 600 mensais.

Inauguração 06

Foto: Luiz Morier

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