SECRETARIA DO AMBIENTE FECHA FÁBRICA DE GELO POR POLUIÇÃO

Empresa em Itaboraí foi multada por vazamento de gás amônia, ausência de licença de operação e exploração clandestina de poço de água

 

» Ascom SEA

Foto: Luiz Morier

Foto: Luiz Morier

Em operação com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Polícia Militar Ambiental, a Coordenadoria de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), órgão da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), interditou hoje (4/7), por poluição ambiental, a fábrica clandestina Gelo Granizzo Real, na Rodovia Amaral Peixoto, 23, em Manilha, no Município de Itaboraí, na Região Metropolitana.

 

Os agentes ambientais constataram a falta de licenciamento ambiental para a atividade, e lacraram um poço clandestino no local, já que a empresa não possuía análise da qualidade da água e outorga para exploração.

 

O coronel José Maurício Padrone, coordenador da Cicca, afirmou que moradores da vizinhança reclamavam muito do forte cheiro de amônia vindo da empresa. Ao vistoriar o local, os agentes constataram então um grande vazamento de gás em uma das máquinas utilizadas para fazer a escamação de gelo, além de descobrir um armazenamento ilegal de mais de 500 kg de gás amônia.

 

Padrone lembrou que este tipo de gás é muito perigoso e sua inalação pode causar desde irritações na pele até a morte por asfixia. Apesar disso, o proprietário da fábrica disse que não sentia problemas decorrentes da inalação do gás. “Ao chegar ao local, verificamos que o cheiro era insuportável. Por isso, imediatamente, interditamos cautelarmente a empresa”, disse.

 

No momento em que os fiscais e policiais chegaram ao local, havia pelo menos seis funcionários, e por conta das várias irregularidades encontradas, o dono da empresa, Marco Aurélio dos Santos Morais, foi conduzido para a 71ª DP (Itaboraí); e responderá por crime ambiental, previsto no artigo 60 da Lei 9.605/98, com pena de um a seis meses de detenção.

 

Morais recebeu ainda três multas: por usar e armazenar produtos nocivos a saúde humana ou ao meio ambiente, por manter em cativeiro três pássaros da fauna silvestre e por explorar água no subsolo sem a devida autorização do Inea.

 

Padrone ressaltou que a fábrica comercializava cerca de 800 kg de gelo por dia. “Estava bem visível que também não era feita a devida manutenção corretiva e preventiva de suas máquinas. A empresa foi flagrada com um tipo de atividade em área urbana sem que fossem atendidos os procedimentos ambientalmente corretos para a produção de gelo”, disse.

 

O secretário do Ambiente, Carlos Minc, elogiou a ação, alertando aos eventuais criminosos ambientais que as atividades de repressão vão continuar. “Não somos contra a produção, o emprego. Mas a empresa moderna tem que produzir respeitando o meio ambiente e a saúde da população. Isso é um direito de todos. Nossas ações contra os poluidores não vão parar.”

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