PETROBRAS PLANTARÁ 7 MILHÕES DE ESPÉCIES DE MATA ATLÂNTICA ATÉ AS OLIMPÍADAS

Região de influência do Comperj terá ainda plano de estruturação urbana elaborado com apoio de secretarias do Governo do Estado

Ascom SEA

» Sandra Hoffmann

 

A Baía de Guanabara ganhou um importante reforço para a preservação de áreas verdes do seu entorno. A Petrobras e o Governo do Estado assinaram hoje (13/8) termo de compromisso em que a petrolífera se compromete a antecipar sua meta de plantio de sete milhões de árvores de Mata Atlântica, na região do entorno do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, até as Olimpíadas de 2016.

O documento foi assinado na reunião-geral do Fórum de Desenvolvimento da Área de Influência do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Fórum Comperj) promovida, nesta terça-feira, no Palácio Guanabara e presidida pelo governador Sérgio Cabral.

Na reunião do Fórum Comperj – integrado pelos governos federal, estadual e municipais, universidades e por organizações da sociedade civil – também foi aprovado o reforço de sua composição, passando a ser integrado pelos representantes dos 14 municípios da Agenda 21 que estão na área de influência do complexo petroquímico da Petrobras.

Também foi assinado um convênio entre a Petrobras e as secretarias estaduais do Ambiente (SEA), de Desenvolvimento Regional de Abastecimento e Pesca (Sedrap) e de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviço (Sedres) para a elaboração do Plano de Estruturação Territorial da Região do Leste Fluminense. O plano definirá prioridades de investimentos na região de influência do Comperj e projetos socioambientais e de estruturação urbana no território de 15 municípios.

O governador Sérgio Cabral destacou que o entorno do Comperj precisa de articulação para que os investimentos beneficiem toda a região: “Com investimentos em abastecimento de água, esgoto, proteção ambiental e mobilidade urbana, vamos mudar a realidade da população de toda a área”, afirmou o governador.

Na solenidade, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, relembrou que, para a concessão da licença ambiental para a Petrobras, foi exigida uma série de condicionantes, como, por exemplo, investimentos da companhia em revegetação, em saneamento e no aumento da oferta de água para a região:

“Quando licenciamos o empreendimento, nós cravamos na licença que tinha que ter saneamento e aumento da oferta de água. Outro fato foi a revegetação, principalmente para a recomposição de matas ciliares de rios. O Brasil tem o compromisso de plantar 24 milhões de árvores para abater as emissões da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Então, a Petrobras foi uma das empresas que decidiram antecipar o plantio, ajudando o país a cumprir esse compromisso”, explicou Minc.

Minc ressaltou que também já começou o saneamento do Município de Maricá, em que a Petrobras está investindo R$ 6 milhões, também como uma das compensações para o licenciamento ambiental do Comperj, assim como os estudos para a construção da barragem Guapiaçu que irá contribuir para aumentar a oferta de água em municípios como São Gonçalo, passando de sete metros cúbicos para 12 metros cúbicos por segundo.

Ele também destacou a importância de fortalecer os municípios em área de influência do Comperj para que tenham capacidade de elaborar projetos:

“Neste sentido, já foram entregues os Planos Municipais de Saneamento de Magé, Guapimirim, Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito. E para os demais municípios, serão entregues em breve. Esses planos são importantes porque a cidade que não tiver seu plano de saneamento não irá conseguir recursos do PAC, do Governo Federal, para o saneamento”, destacou o secretário.

O diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, disse que, no momento, as obras do Comperj estão 60% concluídas e que a expectativa é de que o complexo petroquímico entre em operação em 2016.

“Já podemos observar impactos positivos com a construção do Comperj. Várias empresas estão se instalando na região, o que, certamente, irá contribuir para alavancar a economia na região, com, por exemplo, a geração de postos de trabalho”, disse, ressaltando que trabalham na construção do Comperj cerca de 33 mil pessoas, direta e indiretamente.

RESTAURAÇÃO FLORESTAL 

A restauração florestal em áreas do entorno do Comperj foi estabelecida, em outubro de 2011, a partir da assinatura do Termo de Compromisso Ambiental (TCA) firmado entre Petrobras e o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Pelo termo, a Petrobras se comprometeu a implantar projetos de restauração florestal em áreas localizadas nas bacias hidrográficas dos rios Macacu e Caceribu.

A restauração florestal permitirá a proteção dos manguezais da Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim, a ampliação da área de floresta e a conexão dos fragmentos de floresta existentes, permitindo o fluxo de animais e a proteção das nascentes de rios da região.

Segundo a Petrobras, parte das mudas utilizadas nessa iniciativa é produzida em um viveiro construído pela companhia dentro da área do Comperj, enquanto outras são adquiridas, preferencialmente, em hortos localizados na área de influência do empreendimento, como Guapimirim, Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito, Tanguá e Itaboraí, gerando renda para a região.

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