MINC DEFENDE IMPLANTAÇÃO DE COLETA SELETIVA DOMICILIAR EM ENCONTRO DA ABADI

Secretário do Ambiente afirmou que Rio pode se tornar município modelo em reciclagem de lixo e será um dos primeiros a encerrar todos os seus lixões

Ascom SEA

» Flor Jacq

Sindicos 02

Em encontro organizado pela Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), que reuniu nesta quinta-feira (15/8) 200 síndicos no prédio da antiga Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, defendeu a implantação da coleta seletiva domiciliar e disse que a cidade do Rio pode se tornar referência para os demais municípios.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) determina a desativação de todos os lixões municipais até 2014 e a coleta seletiva de, no mínimo, 10% do resíduo domiciliar urbano. Segundo Minc, o Rio de Janeiro deverá ser o primeiro estado brasileiro a cumprir esta lei nacional, encerrando todos os seus lixões municipais no prazo previsto.

“A Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) fechou todos os lixões no entorno da Baía de Guanabara. Com isso, a baía deixou de receber um Maracanã de chorume por semana. Até 2014, vamos desativar os demais. Temos que avançar agora com a coleta seletiva solidária, ou seja, em diálogo com as cooperativas de catadores”, disse Minc, lembrando que, além da reciclagem, a lei determina que 15% do lixo seja transformado em energia renovável.

Projeto da Superintendência de Educação Ambiental da SEA, o Coleta Seletiva Solidária vem assessorando municípios, órgãos públicos, escolas e condomínios na implantação desta política, além de capacitar e fortalecer cooperativas de catadores.

Oitenta dos 200 síndicos presentes já participam do programa Coleta Seletiva Solidária e 40 estão cadastrados, aguardando o contato com a cooperativa local, segundo pesquisa feita pela Abadi durante o evento.

Para Minc os catadores são peças centrais no processo da reciclagem, por isso, a SEA tem criado programas de capacitação e estruturação de cooperativas, como o Polo de Reciclagem de Gramacho.

“No Polo de Gramacho, cerca de 500 pessoas que trabalhavam no lixão desativado poderão agregar valor ao seu produto. Por exemplo, com o moinho de garrafas PET, o catador vai produzir flocos de plásticos, que chegam a valer até três vezes mais do que o material bruto”, afirmou o secretário do Ambiente.

Presente à mesa, o vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi), Ronaldo Coelho Netto, disse que, em seus encontros, o Secovi e a Abadi têm abordado temas referentes à sustentabilidade para estimular os síndicos e condôminos a adotar novas práticas de consumo e descarte. “Para nós, sustentabilidade é sinônimo de solidariedade. Temos que respeitar o meio ambiente e o próximo”, afirmou.

Moradora de Copacabana, a síndica Zélia Maria Pontes disse que só não recicla quem não quer, já que não faltam meios nem informações.

A equipe do Programa Coleta Seletiva Solidária tem visitado condomínios para promover palestras, oficinas de reciclagem, de compostagem residencial e reaproveitamento de água e de óleo vegetal.

Com o objetivo de evitar o despejo de óleo de cozinha usado em corpos hídricos, estimular sua coleta e a reutilização para produção de sabão e de fontes alternativas de energia, o Programa de Reaproveitamento de Óleo Vegetal (Prove), da SEA, tem recolhido em média (400/500 mil litros/mês), o equivalente a 6 milhões de litros por ano.

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