MANIFESTAÇÃO EXIGE PUNIÇÃO AOS ASSASSINOS DE AMBIENTALISTA

Ato de repúdio pela morte de Gonzalo Alonso reúne cerca de 60 pessoas na porta da Secretaria de Segurança Pública

Ascom SEA

» Rodrigo Burgos

AMBIENTAL 02

Foto: Luiz Morier

A Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA) promoveu, nesta segunda-feira (19/8), ato de protesto contra o assassinato do biólogo e ambientalista espanhol Gonzalo Hernández Alonso, morto há 15 dias no Município de Rio Claro, na Região do Médio Paraíba, e contra as agressões sofridas pelo casal Wigold Schaffer e Miriam Prochnow, em Santa Catarina, ambos membros da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi).

O protesto ocorreu em frente à sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública, no prédio da Central do Brasil, no Centro do Rio. A superintendente de Educação Ambiental da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), Lara Moutinho, participou do ato representando o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc.

Os manifestantes – munidos de faixas e cartazes – reivindicaram o rápido esclarecimento da morte do biólogo, exigindo punição aos criminosos e proteção a quem luta contra crimes ambientais. Após organizarem um manifesto de repúdio aos crimes contra ambientalistas que defendem a Mata Atlântica, com várias assinaturas, eles entregaram o documento no gabinete do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame.

Segundo Lara Moutinho, os assassinos devem ser severamente punidos e as investigações levadas até o final. “Realizamos tanta luta em defesa do meio ambiente, aproximando a população, e quando você vê que isso acontece, um crime bárbaro, de uma violência ímpar, ficamos indignados. Estamos comprometidos até o fim, até a apuração dos criminosos”, disse Lara.

A viúva de Gonzalo Alonso, Lourdes Campos, espera que a polícia conclua de forma positiva as investigações e que o caso não acabe no esquecimento:

“Estamos confiante que a polícia vai ter uma resposta o mais rápido possível. A Martha Rocha nos prometeu que em 30 dias ela nos receberia novamente se não tivesse nenhuma resposta sobre o crime. Vamos continuar lutando em prol da defesa da vida, por um mundo melhor. A história do Gonzalo não pode parar, vou fazer tudo que puder para que os sonhos dele se realizem“, afirmou.

Para Maurício Ruiz, secretário-executivo do Instituto Terra de Preservação Ambiental, que faz parte da RMA, o crime foi um modo de calar quem estava indo à luta por todos, pela comunidade dos ambientalistas: “Vamos lutar incansavelmente para que vitória que Gonzalo queria seja realizada, para que as florestas de Lídice sejam mantidas de pé, os rios mantidos limpos”, afirmou Maurício.

Gonzalo Alonso Hernandez tinha 49 anos e foi morto com um tiro na cabeça na porta do seu sítio, em Lídice, distrito de Rio Claro. Biólogo, morava no entorno do Parque Estadual do Cunhambebe. Desde 2009, participava do Projeto Produtor de Água e Floresta, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), cujo objetivo é implantar um sistema de Pagamento por Serviços Ambientais em Rio Claro, remunerando o produtor rural pela conservação e restauração florestal. Gonzalo vinha fazendo uma série de denúncias de crimes ambientais à prefeitura.

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