CEMITÉRIO DE EMBARCAÇÕES EM ÁREA DA BAÍA DE GUANABARA ESTÁ COM DIAS CONTADOS

Parceria da Secretaria do Ambiente com o Ministério da Pesca viabiliza dragagem do poluído Canal de São Lourenço e reativação de entreposto de pesca artesanal

Ascom SEA

» Steven McCane

Foto: Luiz Morier

Foto: Luiz Morier

Abandonadas no espelho d’água ou submersas no Canal de São Lourenço, na Baía de Guanabara, há mais de 20 anos, dezenas de carcaças de embarcações serão totalmente removidas do local até outubro de 2013. No total, mais de cem toneladas de aço e madeira serão retiradas, sendo destinadas para metalúrgicas, ferros-velhos e centrais de Tratamento de Resíduos (CTRs).
A Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e o Ministério da Pesca e Agricultura removeram hoje (21/8) mais duas carcaças do canal, que fica entre a Ilha da Conceição e o litoral de Barreto, no Município de Niterói, ajudando a desobstruir uma importante rota de navegação da baía.
Até o final do ano passado, quando foi iniciado o processo de desobstrução, 52 embarcações abandonadas impediam a navegação no local, que fica em frente a estaleiros e ao Centro Integrado de Pesca Artesanal de Niterói (Cipar). Com a operação de hoje, restam 32 embarcações – e que serão removidas em até 40 dias.
A sucata contribui para a poluição ambiental do canal, na medida em que diversos materiais vão se degradando em contato com o mar. A medida de limpeza do Canal de São Lourenço permitirá a dragagem de 100 mil m3 de material assoreado e a reativação do Centro Integrado de Pesca Artesanal.
A abertura do canal beneficiará milhares de pescadores cadastrados em Niterói, ao permitir desembarques pesqueiros – o município recebe 35% do pescado do estado – e possibilitar a volta da navegação de embarcações de grande porte aos estaleiros da região, gerando mais empregos.
A operação de recuperação ambiental do canal promovida nesta quarta-feira, no cais do Cipar, contou com a presença do secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, da superintendente Federal de Pesca e Agricultura, Suely Amaral, que representava o ministro Marcelo Crivella, e do diretor de Recuperação Ambiental do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Manoel Jordão.
Segundo Minc, como a análise de sedimentos assoreados já está praticamente concluída, o projeto de dragagem do canal deverá ser iniciado em até três meses, com investimentos de cerca de R$ 16 milhões – R$ 3 milhões do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam) e os R$ 13 milhões restantes do Ministério da Pesca e Agricultura.
“Além de recuperar o meio ambiente, a revitalização do Canal de São Lourenço irá gerar emprego e renda para a população. A iniciativa faz parte do Plano Guanabara Limpa, que tem meta de saneamento de 80% da Baía de Guanabara. Em breve, anunciaremos a contratação de cinco barcos e a implantação de outras oito ecobarreiras para combater o lixo flutuante, além da inauguração da UTR (Unidade de Tratamento de Rio) de Irajá, em novembro, como complementação ao saneamento da baía”, destacou o secretário do Ambiente.
Ao lado de Minc, o prefeito Rodrigo Neves acompanhou a remoção de mais embarcação nas águas do canal em frente do cais do Cipar. Neves destacou a importância da iniciativa para a despoluição da Baía de Guanabara e a recuperação do Cipar, afirmando só ter sido possível graças à parceria com os governos Federal e estadual, com o apoio da Prefeitura de Niterói.
Segundo o diretor do Inea Luiz Manoel Jordão, a remoção do restante das embarcações será viabilizada através de novo leilão público com a participação de empresas privadas interessadas na sucata a ser retirada do local.
“Das 52 embarcações, 20 já foram retiradas e o restante será removido em até 40 dias. Quanto à questão ambiental, depois de retirarmos as embarcações afundadas, faremos a dragagem do canal, onde parte do material assoreado poderá ser jogada ao mar e outra parte contaminada precisará ser confinada, para ser depositada em aterro sanitário”, disse Manoel Jordão.
A remoção das embarcações das águas do canal contou com a colaboração dos estaleiros Bigmar Navegação e Equipe Mar, além da empresa Camorim.
A retirada das embarcações é uma operação conjunta da Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca; da Secretaria de Estado do Ambiente), do Inea, da Capitania dos Portos (Ministério da Marinha) e do Ministério da Pesca e Aquicultura.

Foto: Luiz Morier

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