Secretaria do Ambiente faz megaoperação contra crimes ambientais em Rio Claro

Blitz ambiental em cidade onde morava biólogo espanhol assassinado fecha areais clandestinos, destrói abrigo de caçadores e detém seis pessoas

Ascom SEA

Sandra Hoffmann

Foto: Luiz Morier

Foto: Luiz Morier

Dois areais clandestinos fechados, seis pessoas detidas, um rancho que servia de abrigo para caçadores destruído e vários apetrechos para caça apreendidos. Este foi o saldo da megaoperação realizada para reprimir crimes ambientais, desde o último domingo (25/8), pela Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), no Município de Rio Claro, na Região do Médio Paraíba.

A ação – que mobilizou cerca de 40 pessoas entre técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e agentes da Polícia Ambiental e da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) – visa a sufocar os crimes ambientais que eram combatidos pelo biólogo espanhol Gonzalo Hernandez, assassinado no início do mês.

Segundo a polícia, a morte do ambientalista tem relação com sua luta pela preservação ambiental da região. Durante a blitz ambiental, os agentes distribuíram em Lídice – distrito de Rio Claro onde o biólogo tinha um sítio – e em outras áreas do município cartazes do Disque-Denúncia oferecendo recompensa de R$ 5 mil para quem der pistas que levem à prisão dos criminosos.
Nesta segunda-feira (26/8), com a participação do secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, a equipe de fiscais percorreu o distrito de Lídice, a cerca de 20 km do Centro de Rio Claro, onde flagrou dois pontos de extração ilegal de areia praticada por seis pessoas. Elas foram detidas e encaminhadas à 168ª D.P (Rio Claro), onde prestaram esclarecimentos, e responderão por crime ambiental.

No domingo (25/8), a equipe destruiu um rancho que servia de abrigo para caçadores de animais silvestres dentro do Parque Estadual do Cunhambebe, em Rio Claro. No local, os agentes apreenderam vários apetrechos para caça.

O secretário Carlos Minc afirmou que a ação visa a fechar o cerco contra os criminosos ambientais que eram reprimidos pelo ambientalista assassinado:

“A ação, que estamos chamando de Operação Gonzalo, é um cerco que estamos fazendo contra criminosos ambientais que eram objeto de denúncias do ambientalista que foi assassinado. O Parque Estadual Cunhambebe é recente e, no momento, estamos construindo a sede e o alojamento para os guarda-parques. A nossa expectativa é que, no final do ano ou início de janeiro de 2014, seja inaugurada uma Unidade de Policiamento Ambiental (UPAm) nesta unidade de conservação, que é o nosso segundo maior parque estadual. Além do fechamento destes areais clandestinos, vamos dinamitar nove fornos para a produção de carvão construídos nos arredores do Cunhambebe, entre Rio Claro e Itaguaí, o que é uma ilegalidade”, disse Minc.

Segundo o coordenador da Cicca, coronel José Maurício Padrone, as ações de combate aos crimes ambientais serão promovidas na região por tempo indeterminado:

“Vamos concentrar esforços para combater a caça de animais silvestres, os areais clandestinos e a extração ilegal de palmitos, que eram os principais crimes ambientais denunciados pelo Gonzalo Hernandez. Não vamos sair daqui enquanto não acabarmos com essas práticas contra o meio ambiente”, advertiu Padrone.

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