FÓRUM DEBATE AÇÕES DO GOVERNO ESTADUAL CONTRA GASES-ESTUFA

Especialistas discutem até sexta-feira mercado de carbono e outras iniciativas para controlar aquecimento global no Rio e na América Latina

Ascom SEA

» Steven McCane

Foto: Luiz Morier

Foto: Luiz Morier

Ao participar hoje (28/8) da abertura do 7º Fórum Latino-Americano de Carbono, no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, destacou o importante papel do Rio de Janeiro na elaboração de políticas públicas para redução das emissões dos gases-estufa no estado, como o fim dos lixões municipais, a expressiva diminuição do desmatamento da Mata Atlântica e estímulo à implantação de energias renováveis e do mercado de carbono.
“Conforme determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos, até o fim de 2014 fecharemos todos os lixões no estado. Temos o menor índice de desmatamento da Mata Atlântica no Brasil e estamos com a meta de plantar 24 milhões de mudas para compensar as emissões de carbono para realização das Olimpíadas de 2016”, ressaltou.
Minc representou o governador Sérgio Cabral na abertura do 7º Fórum Latino-Americano de Carbono, que reuniu especialistas para debater o financiamento e ações globais para mitigar – com o apoio da iniciativa privada – os efeitos do aquecimento global e reduzir as emissões de gases-estufa, como o dióxido de carbono.
Dentre os temas que serão discutidos até a sexta-feira 30 de agosto, incluem-se a consolidação de mercados de carbono com a participação ativa do setor privado; o reflorestamento com combate ao desmatamento; e o incentivo à utilização de energias renováveis em detrimento de combustíveis fósseis.
O superintendente de Economia Verde da Secretaria de Estado do Ambiente, Walter Di Simoni, ressaltou que foram criados decretos e leis para fomentar o mercado de carbono no Rio de Janeiro:
“Em 2010, foi sancionada a Lei 5690, que suporta a criação de um mercado de carbono no Rio com a implantação de tecnologias de eficiência energética. Além disso, estamos conversando há dois anos com diversos setores industriais, e assim pudemos elaborar estudos com metas tangíveis de redução de carbono”, explicou.
E para incentivar o uso da energia solar no Rio de Janeiro, foi estabelecido, pelo Decreto Estadual 41.318, o Mecanismo de Compensação Energética, que determina que as usinas termelétricas a serem implantadas no território fluminense devem compensar parte da energia fóssil gerada com a instalação de usinas de fonte renovável.
RECORDE DE GASES-ESTUFA
Em maio de 2013, as emissões de CO2 bateram o recorde de 400 partes por milhão de dióxido de carbono lançados a atmosfera. Mas apesar desta notícia negativa, o coordenador-residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Jorge Chediek, destacou que já existem 710 projetos de desenvolvimento de mecanismos limpos licenciados.
Além disso, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), a América Latina vem conseguindo reduzir suas emissões de CO2 em 38 mil toneladas anuais.
“Mais de 25% do consumo de energia primária da América Latina corresponde a fontes renováveis de energia. Em comparação, nos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), esse índice representa apenas 7%, e no cenário mundial, 14%. No setor elétrico, produzimos de 55% a 57% de energia limpa, enquanto somente 20% no mundo. Agora temos que pensar em mecanismos inovadores para continuar esse crescimento”, afirmou o presidente da Associação Internacional de Comércio de Emissões, Dirk Forrister.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s