PAINÉIS SOLARES VÃO GERAR ENERGIA NO CAMPUS DA UFRJ DA ILHA DO FUNDÃO

Composto por renúncia fiscal do Governo do Estado da ordem de R$ 7 milhões anuais, Fundo Verde financia projetos sustentáveis em universidade de ponta no país

Ascom SEA

» Sandra Hoffmann

Fund+úo Solar 01

Foto: Luiz Morier

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, apresentou hoje (3/9) os primeiros projetos que serão financiados pelo Fundo Verde da Universidade Federal do Rio de Janeiro: a instalação de painéis solares ao longo do estacionamento do campus da Ilha do Fundão e no teto do Instituto de Pediatria da UFRJ.
Criado por decreto estadual (43.903/2012), em outubro de 2012, o Fundo Verde é uma experiência pioneira no país – a conversão de imposto em projetos sustentáveis no campus de uma universidade de ponta – e conta com R$ 7 milhões anuais para investimentos ecológicos na UFRJ.
Anunciada ano passado, após a Rio+20, a aprovação do Fundo Verde foi uma vitória das secretarias estaduais do Ambiente, de Fazenda e de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços.
Para aprovar e administrar os projetos, foi criado um conselho-gestor do Fundo Verde, formado por representantes da UFRJ, do Governo do Estado, da Light Serviços de Eletricidade S.A. e da comunidade tecnológica.
O secretário Carlos Minc lembrou que os recursos que compõem o fundo são oriundos de renúncia fiscal do Governo do Estado, que abriu mão de receber o ICMS da conta de luz da UFRJ.
“Muitas vezes, as universidades têm verba para pesquisa, mas dispõem de poucos recursos para sua aplicação prática. Então, muitas boas ideias acabam nas gavetas, e o Fundo Verde vêm para ajudar a viabilizá-las financeiramente. Hoje, estamos apresentando os primeiros projetos que serão financiados pelo Fundo Verde”, acrescentou, ao lado da subsecretária de Economia Verde, Suzana Kahn, e do vice-diretor da Coppe/UFRJ e conselheiro do Fundo Verde, professor Edson Hirokazu Watanabe.
No estacionamento do Campus da UFRJ, serão instalados cinco painéis solares em áreas de, aproximadamente, 20 metros quadrados, que serão conectadas à rede da Light, de forma a injetar a energia gerada na rede elétrica para diminuir o consumo da energia tradicional, tornando a universidade geradora de energia de cerca de 100 quilowatts, inicialmente.
E mais: num local carente de árvores, os grandes painéis solares retangulares foram projetados de forma a fazer sombra para os veículos que estacionaram embaixo, funcionando como “árvores”.

Minc também detalhou os outros projetos que serão financiados pelo Fundo Verde:
“Além do estacionamento, serão instalados painéis solares no teto do Instituto de Pediatria da UFRJ, sendo que uma parte vai gerar energia e a outra será destinada ao aquecimento da água usada no hospital. O terceiro é um sistema de controle da conta de água e de luz, que permitirá reduzir as contas em 1/3, e o outro é voltado para a mobilidade: implantação de uma linha cujo trecho será percorrido por um trem em levitação entre a Engenharia e o Hospital Universitário”, explicou.

 

O professor Watanabe explicou que os painéis solares a serem instalados no estacionamento também têm o propósito de dar mais visibilidade a essa fonte de energia renovável:
“Ao dar visibilidade a estas ‘árvores’ solares, queremos conscientizar as pessoas da necessidade de se reduzir a geração de gases-estufa e do quanto a energia solar pode ser importante nesse processo. A nossa expectativa é de que as placas solares comecem a ser instalada no início do ano que vem”, disse.

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