SALVAMENTO DE NAVIO ENCALHADO NA BAÍA DE GUANABARA É BEM-SUCEDIDO

150 mil litros de água oleosa e 6 milhões de litros de água salgada foram retirado da embarcação, cujo dono poderá ser multado em até R$ 54 milhões

Ascom SEA

» Steven McCane

Foto: Luiz Morier

Foto: Luiz Morier

Liderada pela Capitania dos Portos, foi concluída hoje (27/9) com sucesso a operação de salvamento do navio cargueiro Angra Star, encalhado há cerca de duas semanas na Baía de Guanabara. Com custo estimado em mais de R$ 3 milhões, a execução do plano de contingência e de estabilização da embarcação incluiu a remoção de cerca de 150 mil litros de água oleosa e de seis milhões de litros de água salgada de dentro da embarcação.
A empresa de transporte de contêineres Frota Oceânica e Amazônica S/A, responsável pelo navio, será notificada pela Capitania dos Portos e pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para que cumpra as leis ambientais e normas de tráfego marítimo que garantam a segurança da embarcação e a proteção do ecossistema da baía.
Em caso de omissão, a empresa receberá uma multa diária, estipulado pelo Inea, que poderá chegar a R$ 4 milhões, e ficará sujeita a processo de perdimento da embarcação. Além disso, poderá ser multada pelo Tribunal Marítimo em até R$ 50 milhões.
“Quando essa empresa parou de ganhar dinheiro, simplesmente abandonou a embarcação na Baía de Guanabara. A partir do esforço de vários órgãos públicos e empresas privadas, um grave risco de desastre ambiental foi evitado, sem que o proprietário tivesse movido uma palha. Nós temos que dar um sinal muito forte contra a impunidade. O auto já foi feito pelo Inea e a empresa pagará uma multa diária pelo descumprimento de medidas exigidas pela Marinha e pelo Inea”, disse o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc.
Ao lado do capitão dos Portos da Marinha, Fernando Cozzolini, e do gerente de Contingência da Transpetro, Nelson Barboza, o secretário do Ambiente acompanhou a fase final da operação de reflutuação do navio, que estava parcialmente submerso desde que teve equipamentos saqueados por ladrões, devido à falta de tripulação embarcada.
O capitão Cozzolini explicou que a operação exigiu uma grande logística, com 60 homens envolvidos e a utilização de bombas de sucção funcionando 24h por dia, além de centenas de metros de barreiras de absorção e contenção para o transbordo e recolhimento do óleo. A Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e o Inea deram apoio à operação de salvamento.
“Primeiro, com equipamento da Transpetro, nós iniciamos a retirada do resíduo oleoso que ficava flutuando sobre a superfície da água que estava dentro do navio. Os equipamentos que funcionam dentro do navio utilizavam água salgada para resfriar os equipamentos. Tivemos então que fechar todas as saídas que existiam no casco. Ao esgotar esses seis milhões de litros de água salgada, o navio reduziu seu calado e naturalmente voltou a flutuar”, disse Cozzolini.
Segundo Minc, além da multa estimada em R$ 4 milhões, a ser aplicada pelo Inea, a empresa responderá a inquérito administrativo na Capitania dos Portos. Se for condenada pelo Tribunal Marítimo, poderá ser multada em até R$ 50 milhões.
O chefe da Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), da SEA, coronel José Maurício Padrone, também esteve presente na vistoria de hoje e ressaltou as medidas realizadas para que a Baía de Guanabara não se transforme num grande cemitério de embarcações:
“A Secretaria de Estado do Ambiente, com apoio da Capitania dos Portos, está fazendo um levantamento das carcaças de embarcações abandonadas na baía. Vamos continuar o trabalho que está sendo feito no Canal de São Lourenço com a remoção de 52 carcaças e sua venda para siderúrgicas, transformando um passivo ambiental em matéria-prima”, afirmou Padrone.
Para Cozzolini, o saldo positivo da operação foi a participação voluntária de diversas empresas que utilizam a baía para seu sustento e zelam por esse ecossistema, como a Transpetro, Camorim, Equipe Mar e Preamar Serviços Marítimos.

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