Secretario do Ambiente participa da Parada LGBT-Rio, na orla de Copacabana

Mostra de programas governamentais de apoio à causa homossexual ajudaram a colorir manifestação que pediu respeito ao amor e à diversidade

Ascom SEA

Thaísa Ximenes/Rodrigo Burgos

AA 02

Com o lema Somos Milhões de Vozes, a 18ª Parada do Orgulho LGBT Rio – 2013, realizada hoje (13/10) na orla de Copacabana, com mais de um milhão de pessoas, contou com a participação de integrantes da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que apresentaram iniciativas dos dois órgãos governamentais de apoio aos direitos de cidadania dos homossexuais.

 

Numa passeata colorida e alegre, que já se tornou uma tradição anual neste bairro da Zona Sul do Rio, lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e simpatizantes da causa pediram respeito ao amor e à diversidade.

 

Promovido pelo Grupo Arco-íris de Cidadania LGBT e pelo Instituto Arco-Íris, o evento desse ano abordou os principais avanços em políticas públicas e garantias de direitos civis à população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), além de apontar a alta incidência de crimes de homofobia no Brasil. Onze trios elétricos animaram a festa.

 

Ao participar do evento, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, autor da Lei Estadual 3406/2000, que por 12 anos proibiu a discriminação em ambientes públicos e privados, ressaltou a importância de legislação do gênero e da participação da sociedade em manifestações como a deste domingo:

 

“É um evento importantíssimo. São centenas de milhares de pessoas unidas por um Rio mais livre, mais biodiverso. Defendemos a biodiversidade para a ecologia e também a biodiversidade sexual e cultural“, disse Minc, acrescentando que sua lei – em parceria com o então deputado estadual Sérgio Cabral – foi importantíssima, pois fez com que vários estabelecimentos mudassem sua posição retrógrada.

 

“Teve um hotel em Niterói que proibiu a entrada de um casal gay. Com a pressão e a multa sofrida, o hotel foi obrigado a oferecer duas noites gratuitas para esse casal na suíte presidencial. E assim o comportamento vai mudando. Não é só pela lei que as coisas acontecem, é pelo cumprimento dessa lei e pela cultura do respeito à diversidade”, completou.

 

A lei 3406/2000 foi derrubada pela Justiça em 2012 – sob o argumento de que uma lei do gênero teria que ser iniciativa do Poder Executivo e não do Poder Legislativo –, mas um novo texto foi concebido pelo Governo do Estado (Projeto de Lei 2.054/2013) e encaminhado este ano para votação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

 

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E MOVIMENTO LGBT

 

Com uma tenda montada na orla de Copacabana, na altura do Posto 5, representantes da SEA e do Inea apresentaram programas de apoio ao movimento LGBT, dentre eles, o Ambiente Saudável é Ambiente sem Homofobia, que integra o Programa Ambiente em Ação, da Superintendência de Educação Ambiental da SEA. A ideia deste programa é mostrar as diferentes interfaces que a Educação Ambiental tem com a comunidade LGBT.

 

Foi apresentada também, pela SEA, uma oficina com exposição de peças do Programa EcoModa e uma mostra interativa de computadores e outros materiais eletrônicos reciclados no Projeto Fabrica Verde, além de uma tenda com uma oficina de aproveitamento integral de alimentos.

 

Por sua vez, o Inea promoveu oficinas de compostagem e jogo interativo que visam à distinção de materiais recicláveis e não recicláveis. Também foi montada durante a parada uma tenda com trabalhos de confecção de flores e borboletas e com atividades de arte e educação para crianças, incluindo a criação de brinquedos feitos a partir de PET reciclado.

 

O superintendente de Direitos Individuais e Difusos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) e coordenador do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento, celebrou a realização de mais uma parada LGBT-Rio:

 

“É a mais tradicional parada LGBT existente, a primeira do Brasil. Tem um papel importantíssimo, pois age como uma grande campanha pública contra o preconceito. Tenho o maior orgulho em participar, pois mobilizamos coração e mentes para a luta da diversidade sexual”, disse.

 

Para a superintendente de Educação Ambiental da SEA, Lara Moutinho, as questões do ambiente e da diversidade sexual e de gênero caminham juntas em prol de uma nova cultura:

 

“Devemos pensar o ambiente de forma inteira, como em um todo, porque as relações sociais e a relação do homem com a natureza estão interligadas. O Brasil tem uma cultura múltipla, marcada pela riqueza e a diversidade de seus ritmos, odores, cores, rituais. Padronizar tudo isso, a partir de um grupo dominante, leva a uma sociedade baseada no preconceito, na discriminação, nas disputas e na violência. Leva a um ambiente racista e homofóbico! O papel da educação ambiental é criar uma nova cultura de respeito e tolerância”, afirmou Lara.

Foto: Luiz Morier

Foto: Luiz Morier

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