Secretaria do Ambiente vistoria obras de saneamento do Centro de Maricá

Primeira etapa de projeto já em curso beneficiará 60 mil habitantes de município da Região dos Lagos

 Ascom SEA

Sandra Hoffmann

Foto: Luiz Morier

Foto: Luiz Morier

Ao vistoriar hoje (25/10) a primeira fase das obras de implantação de sistema de esgotamento sanitário no Município de Maricá, na Região dos Lagos, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, disse que as intervenções – que abrangerão três etapas – permitirão ampliar de 5% para 100% o percentual de esgoto tratado nessa cidade. As obras desta etapa irão beneficiar cerca de 60 mil pessoas.

Para esta primeira etapa, cujas obras abrangem os bairros de Itapeba e Araçatiba, no Centro de Maricá, estão sendo investidos R$ 60 milhões, recursos oriundos da Petrobras – uma compensação ambiental pela construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí.

Esta etapa consiste na implantação de 16 quilômetros de redes coletoras de esgoto, dois quilômetros de redes de recalque, 700 ligações domiciliares e a construção de um emissário com quatro quilômetros na parte terrestre e outros quatro no trecho submarino, seguindo os parâmetros mais modernos de tratamento.

“Então, esta fase, somadas às outras duas que serão realizadas aqui em Maricá, permitirão ampliar de 5% para 100% o percentual de esgoto tratado nesta região central. A segunda etapa, de R$ 34 milhões, com recursos oriundos do Governo Federal e do Fundo de Conservação Ambiental (Fecam), está em processo de licitação e será executada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). As obras visam a sanear o restante da região central de Maricá. Já a terceira etapa, que contará com recursos da Prefeitura de Maricá, vai sanear os distritos de São José de Imbaçaí e de Itaipuaçu/Inoã, outras importantes regiões do município”, explicou Minc.

Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, pouco mais de 10% das residências de Maricá contam com redes de esgotamento sanitário. As obras desta primeira etapa permitirão ampliar para 30% o percentual de domicílios com coleta de esgoto, atendendo a cerca de 60 mil habitantes. Na segunda fase, a cargo do Inea, está prevista a construção de quilômetros de redes coletoras de esgoto, de uma estação de tratamento de esgoto e de estações elevatórias.

O subsecretário estadual do Ambiente, Antônio da Hora, que também participou da vistoria, acompanhado do secretário municipal do Ambiente de Maricá, Alessandro Terra, explicou que a construção do emissário submarino seguirá os parâmetros mais modernos de tratamento e permitirá a recuperação ambiental do sistema lagunar de Maricá, que deixará de receber o esgoto doméstico atualmente lançado em suas águas:

“A tubulação conduzirá os efluentes do emissário terrestre até um ponto afastado da costa litorânea, de forma a garantir a dispersão e a diluição no oceano sem afetar as condições de balneabilidade, aproveitando as correntes marítimas e as condições locais para essa dispersão”, disse Antônio da Hora.

O saneamento de Maricá é uma luta de mais de 20 anos de moradores, pescadores e ambientalistas. A iniciativa representará melhoria da qualidade de vida para os moradores, para o turismo e para a pesca na região. As obras da primeira etapa estão previstas para serem concluídas em maio de 2014.

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