FÁBRICA VERDE CHEGA AO COMPLEXO DE MANGUINHOS E JACAREZINHO

Petrobras vai investir R$ 1,2 milhão no projeto da Secretaria do Ambiente que transforma lixo eletrônico em inclusão digital

Ascom SEA

» Sandra Hoffmann

Foto: Luiz Morier

Foto: Luiz Morier

Com cerca de 1.600 pessoas capacitadas e mais de mil computadores recuperados e doados para comunidades, o bem-sucedido projeto de inclusão social Fábrica Verde – iniciativa da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) – inaugurou hoje (19/11) mais uma filial: a Fábrica Verde do Complexo de Manguinhos e Jacarezinho, na Zona Norte do Rio.
E mais: na inauguração da nova unidade, foi anunciada a incorporação de uma importante parceira ao projeto. A Petrobras vai investir R$ 1,2 milhão nas unidades do Complexo do Alemão, lançada em 2011, e do Complexo de Manguinhos e Jacarezinho.
A Fábrica Verde, que transforma lixo eletrônico em inclusão digital, foi contemplada pelo Programa Petrobras Socioambiental, lançado no início deste mês. Pelo programa, a Petrobras vai investir, entre 2014 e 2018, R$ 1,5 bilhão em projetos sociais, ambientais e socioesportivos.
Elaborado com base em diretrizes globais das Organizações das Nações Unidas (ONU), as iniciativas deverão abranger sete linhas de atuação: produção inclusiva e sustentável; biodiversidade e sociodiversidade; direitos da criança e do adolescente; florestas e clima; educação; água; e esporte.
O secretário estadual do ambiente, Carlos Minc, o gerente-executivo de Responsabilidade Ambiental da Petrobras, Armando Tripodi, e a superintendente de Território e Cidadania da SEA, Ingrid Gerolimich, participaram da cerimônia de inauguração da Fábrica Verde das comunidades pacificadas de Manguinhos e Jacarezinho.
O Projeto Fábrica Verde já capacitou em reciclagem de computadores jovens e adultos do Complexo do Alemão, Rocinha e Morro da Chacrinha/Salgueiro, na Tijuca. Agora, chegou ao Complexo de Manguinhos e Jacarezinho, que ganhou uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) em janeiro de 2013, atendendo a uma população estimada de 36 mil pessoas; segundo o Instituto Pereira Passos (IPP), com base no Censo de 2010, do IBGE.
INVESTIMENTOS SOCIOAMBIENTIAS
O gerente-executivo de Responsabilidade Social da Petrobras, Armando Tripodi, destacou que a Fábrica Verde tem duas importantes vertentes que contextualizam muito bem os programas de investimentos socioambientais da estatal:
“Essas vertentes são a integração entre as questões ambiental e social com geração de renda e oportunidade de emprego. No início de novembro, lançamos um novo Programa Socioambiental da Petrobras, e a linha mestra desse novo programa é a integração entre programas sociais e ambientais. A Fábrica Verde se encaixa nesse novo parâmetro da companhia. Então, assim que enxergamos essas vertentes nesse programa da Secretaria de Estado do Ambiente, decidimos apoiar. Nós vamos investir R$ 1,2 milhão nos programas Fábrica Verde do Complexo de Manguinhos/Jacaré e do Complexo do Alemão”, explicou Armando Tripodi.
O secretário do Ambiente, Carlos Minc, disse que o Complexo de Manguinhos/Jacaré é a quarta comunidade pacificada a receber uma unidade da Fábrica Verde, que já capacitou mais de mil pessoas:
“Além de recuperar computadores a partir de peças usadas e que teriam como o destino o lixo, o Projeto Fábrica Verde também capacita jovens e adultos das comunidades, transformando lixo eletrônico em inclusão digital. Os computadores recuperados são doados para as próprias comunidades. Só na Maré, por exemplo, nós doamos 110 computadores recuperados. E agora, Manguinhos e Jacaré ganharam uma unidade do Fábrica Verde, com apoio da Petrobras. Na frente da sede da Fábrica Verde, foi instalado um telecentro com 14 computadores recuperados por nossos alunos. Os equipamentos foram doados pela própria Petrobras”, ressaltou Minc.
A superintendente de Território e Cidadania da SEA, Ingrid Gerolimich, disse que o novo curso oferece 120 vagas em cada turma. Para participar, é preciso ter entre 16 e 35 anos e estar cursando ou ter concluído o Ensino Médio. As aulas acontecem nos turnos da manhã e da tarde, três vezes por semana, durante três meses. Os alunos ainda recebem uma bolsa auxílio de R$120 por mês, para cobrir possíveis despesas com a formação.
“Todas as máquinas montadas durante o processo de qualificação são doadas a telecentros comunitários gratuitos instalados em diversos pontos do Estado do Rio de Janeiro, demarcados pela exclusão socioeconômica. Cerca de 50 telecentros já foram instalados”, acrescentou Ingrid Gerolimich.
Segundo ela, em dezembro deverá ser inaugurada uma unidade do Projeto EcoBuffet no Complexo de Manguinhos/Jacaré. O projeto capacita moradores de comunidades pacificadas em técnicas de culinária com aproveitamento integral de alimentos, incentivando o empreendedorismo e a educação ambiental.

 

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