INICIATIVAS SOCIOAMBIENTAIS CHEGAM A 12 COMUNIDADES DO ESTADO DO RIO

A expectativa é de que Projeto Tecnologias Sociais Sustentáveis capacite mil alunos em 2014

Ascom SEA

» Steven McCane

Foto: Luiz Morier

Foto: Luiz Morier

A Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) lançou hoje (22/11) o Projeto Tecnologias Sociais Sustentáveis (Ecotec) que visa à disseminação de projetos socioambientais em comunidades – pacificadas ou não – de todo o Estado do Rio. Ao todo, 12 representantes de comunidades receberam certificados para dar início aos projetos de inclusão social – Fábrica Verde, EcoModa e Ecobuffet – que visam a levar cidadania e incentivar o empreendedorismo em áreas carentes. A expectativa é de que as novas unidades formem mil alunos em 2014.
O Fábrica Verde visa à capacitação profissional em montagem e manutenção de computadores a partir de lixo eletrônico; o EcoModa, de qualificação em moda sustentável a partir de reaproveitamento de restos de tecidos e o  EcoBuffet que oferece aulas de técnicas culinária com o aproveitamento integral de alimentos.
O Ecotec beneficiará as comunidades do Tabajaras, em Copacabana, de Anchieta, na Zona Norte, do Jacarezinho, de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, do Salgueiro, em São Gonçalo, da Cidade Alta, em Cordovil, da Vila Rosali, em São João de Meriti, da Providência, no Centro do Rio e da Vila Kennedy e Jardim Bangu, em Bangu, nos municípios de Guapimirim e de Paracambi. A iniciativa funcionará sem unidade própria, como uma franquia, em sede de projetos sociais já existentes nessas comunidades.
Durante a cerimônia de lançamento realizada no auditório da SEA, no Centro do Rio, os alunos dos projetos da Superintendência de Território e Cidadania (STC), órgão da SEA, deram uma amostra do trabalho realizado através de um desfile de moda sustentável, apresentação de dança de salão, degustação de alimentos produzidos pelo EcoBuffet e vídeos institucionais. Os cursos de formação profissional da STC abrangem as áreas de moda sustentável, gastronomia e montagem e manutenção de computadores.
Ao lado da superintendente de Território e Cidadania, Ingrid Gerolimich, o secretário de estadual do Ambiente, Carlos Minc, ressaltou a importância do poder público dar oportunidades para a população mostrar o seu valor:
“Restos de alimentos culturalmente desprezados agora são reaproveitados em aulas de culinária. A sucata eletrônica, que poluiria o meio ambiente, é transformada em computadores para telecentros comunitários; e restos de banners e jeans velhos viram roupas bonitas, tudo isso com a capacitação profissional dos alunos. Aumentamos nossa família para 12 novas comunidades. A ideia, a criatividade, pode surgir e se multiplicar. “Que floresçam mil flores””, disse Minc.
Segundo a superintendente de Território e Cidadania, Ingrid Gerolimich, o Ecotec funciona como uma espécie de franquia dos projetos em curso nas comunidades pacificadas e que possuem unidades próprias.
“As 12 novas frentes socioambientais funcionarão em sede de projetos sociais parceiros já existentes nas comunidades beneficiadas, mas mantendo o mesmo padrão didático das matrizes”, disse ela.
Nas aulas serão abordados temas como reaproveitamento de alimentos e de materiais recicláveis, diminuição do lixo orgânico, destinação correta de lixo eletroeletrônico e de resíduos sólidos. A intenção é estimular a mudança de comportamento e a participação da população na melhoria da qualidade de vida e do desenvolvimento econômico e social da sua comunidade.
“Todos nós somos consumidores. O que queremos mostrar é a preocupação com o que a gente consome. Hoje é possível adquirir um produto da EcoModa bonito, com preço super acessível, ajudando os moradores da comunidade que produziram e o meio ambiente. Com o Ecotec estamos levando esses projetos para além das comunidades pacificadas, onde o poder público muitas vezes não chega”, disse Ingrid.
O secretário Carlos Minc explicou que os alunos do Projeto Ecotec poderão obter linha de microcrédito de até R$ 10 mil para abrir seu próprio negócio, a exemplo do que ocorre com os alunos das matrizes.

Projetos socioambientais
Fábrica Verde: Projeto piloto que abriu caminho para as demais ações, a Fábrica Verde foi criada em 2011 para oferecer qualificação em montagem e manutenção de computadores. Desde sua criação cerca de 1600 alunos já se formaram, sendo metade absorvida pelo mercado de trabalho, com o reaproveitamento de1500 computadores em telecentros comunitários que promovem inclusão digital. Toda matéria-prima usada em sala de aula é composta por equipamentos inutilizados, doados pela sociedade civil, empresas e instituições.


EcoModa:
 Inaugurado em julho de 2012, o projeto EcoModa oferece capacitação em moda sustentável com foco no reaproveitamento e utilização de materiais usados de vestuário, com o menor impacto ambiental possível. A iniciativa visa a promover a autonomia econômica e social de moradores de comunidades pacificadas, incentivando a prática do empreendedorismo.


EcoBuffet:
 Oferece o curso de técnicas de culinária com aproveitamento integral de alimentos. O programa pedagógico inclui os temas segurança alimentar, higienização do ambiente de trabalho e empreendedorismo, estimulando a independência econômica e o protagonismo social dos educandos.

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