SECRETARIA DO AMBIENTE REFORÇA SANEAMENTO DA BAÍA DE GUANABARA

Unidades de Tratamento dos rios Irajá e Pavuna-Meriti eliminarão 1/3 da poluição hídrica que atinge as águas da baía

Ascom SEA

» Steven McCane

Foto: Luiz Morier

Foto: Luiz Morier

A Secretaria de Estado do Ambiente vistoriou hoje (28/11) a Unidade de Tratamento de Rio (UTR) do Rio Irajá, em Cordovil, na Zona Norte do Rio, que passou por um teste de funcionamento. A UTR deverá começar a operar em um mês, tratando 12% da poluição hídrica que deságua na Baía de Guanabara.
Durante a inspeção, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, anunciou para janeiro o início das obras da UTR Pavuna-Meriti, com conclusão prevista para setembro de 2014.
Com essas duas UTRs em funcionamento, cerca de 1/3 da poluição hídrica que chega à baía estará sendo tratada – passo importante para que o Governo do Estado atinja a meta de despoluir 80% das águas da Baía de Guanabara até 2016, que faz parte do Caderno de Encargos das Olimpíadas do Rio.
Até a realização das Olimpíadas do Rio, está prevista a implantação de um total de seis Unidades de Tratamento de Rio ao redor da Baía de Guanabara.
Na vistoria de hoje, o diretor técnico da DT Engenharia, Procópio Netto, explicou que o projeto de implantação das UTRs é complementar às ações de saneamento realizadas nos municípios do entorno da baía:
“Escolhemos o Rio Irajá por ser um curso hídrico que recebe uma grande quantidade de esgoto, equivalente à metade da vazão do rio. Costumamos ouvir que as UTRs são soluções paliativas, mas, na verdade, a UTR acelera o saneamento ambiental e impede a proliferação da poluição difusa, como as fezes de cachorros e outros resíduos, que chega aos rios através das galerias de águas pluviais e representa cerca de 30% de sua poluição hídrica.”
Com as duas UTRs em funcionamento, cerca de 1/3 da poluição hídrica que chega à baía estará sendo tratada – passo importante para que o Governo do Estado atinja a meta de despoluir 80% das águas da Baía de Guanabara até 2016, que faz parte do Caderno de Encargos das Olimpíadas do Rio.
A UTR do Rio Irajá terá capacidade de tratamento de 1.750 litros de esgoto por segundo e a unidade Pavuna, de 5.200 litros por segundo.
Segundo o secretário Carlos Minc, o saneamento na região vem avançando em paralelo à implantação de UTRs, com um crescimento registrado de 12% para 40% nos municípios do entorno da baía no período de 2007 a 2013.
SANEAMENTO NO ALEMÃO E NA MARÉ
“Em dezembro, faremos uma licitação de R$ 300 milhões para ligar todo o Complexo do Alemão e da Maré à Estação de Tratamento de Esgoto de Alegria, no Caju. Essas unidades de tratamento de rios não substituem o saneamento. São ações complementares, e as duas iniciativas juntas limpam a baía e garantem a saúde da população. As prefeituras da Baixada Fluminense estão realizando seus Planos Municipais de Saneamento (PMSBs), com apoio da SEA, e já estamos licitando projetos executivos para a implantação de 350 quilômetros de redes de esgoto na Baixada, enquanto avançam obras de saneamento em Belford Roxo, Itaboraí e em outras áreas”, disse Minc.
A SEA e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) estão investindo R$ 40 milhões na construção da UTR do Rio Irajá. Além disso, R$ 80 milhões serão destinados à UTR Pavuna-Meriti, que terá o dobro do tamanho da UTR do Rio Irajá.
Os recursos de Irajá são oriundos de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a SEA, o Inea e a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), a título de compensação ambiental. Os recursos da unidade Pavuna serão disponibilizados pelo Fundo Estadual de Conservação (Fecam).
Instalada a 1,5 km da foz do Rio Irajá, próximo à Avenida Brasil, em Cordovil, a UTR removerá 80% da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO); 65% da Demanda Química de Oxigênio (DQO); 90% de sólidos em suspensão; 90% de turbidez e cor; e 98% de coliformes totais das águas desse rio.
FUNCIONAMENTO 24H
A unidade do Rio Irajá funcionará 24h por dia e contará com uma ecobarreira de metal para remover o lixo flutuante. Além disso, a UTR do Rio Irajá suportará a grande vazão de água em períodos de chuvas.
“O processo de limpeza da água do rio é realizado através da aplicação de um produto coagulante que sofre um turbilhamento para receber um polímero floculante, com a finalidade de engrossar as partículas. Logo após, são injetadas microbolhas de ar atmosférico que oxigenam o rio, formando uma camada de lodo na superfície da água, que é removida de forma mecânica e encaminhada para aterros sanitários ou encapsulada em geobags, sacos de desidratação que funcionam como alternativa econômica para contenção de sólidos”, explicou a bióloga Raquel Goudart.
Segundo Procópio, a água resultante desse processo pode ser reutilizada, como já ocorre no Zoológico de São Paulo, e os rios oxigenados conseguem regenerar seu ecossistema, beneficiando os pescadores.
A empresa familiar DT Engenharia desenvolveu há 30 anos a tecnologia utilizada no projeto das UTRs, que é 100% brasileira. Segundo Procópio, um dos inventores do sistema, os benefícios vão além da limpeza e recuperação do ecossistema local:
“A remoção do material orgânico de um rio sem oxigênio acaba com o processo de decomposição anaeróbio e, em consequência, com o mau odor exalado e a liberação de gás metano, que é 21 vezes mais prejudicial ao efeito estufa do que o gás carbônico.”

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