Secretaria do Ambiente reprime venda clandestina de água em Maricá

Duas pessoas foram presas por comércio ilegal de caminhões-pipa para residências em município da Região dos Lagos

Ascom SEA

Rodrigo Burgos

Foto: Luiz Morier

Foto: Luiz Morier

Agentes da Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), prenderam duas pessoas por captação de água clandestina e venda ilegal de caminhões-pipa – sem controle sanitário – para residências de classe média alta no Município de Maricá, na Região dos Lagos.

 

 

Durante a operação, cinco poços clandestinos e três pontos de captação ilegal de água foram lacrados. Duas motosserras foram apreendidas por estar sem documentos de comprovação de compra. Dois reservatórios de armazenamento de água – um de 200 mil litros e o outro de 112 mil – foram destruídos, fazendo com que a água retornasse para o córrego da onde estava sendo desviada.

 

 

Os caminhões, que captavam e vendiam a água sem nota fiscal – um procedimento clandestino –, tiveram as suas atividades suspensas. A água estocada em cada caminhão era vendida por R$ 180. Na época de carnaval, segundo apuração dos agentes, sairia por mais de R$ 350.

 

 

Os responsáveis pelos caminhões-pipa, que estavam no local, Gustavo Ferreira Machado, 29 anos, e Nilton Gomes da Costa, 44 anos, foram autuados e conduzidos para a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), para responder por crime ambiental.

 

 

Após resultado da analise biológica e físico-química, se for comprovado que a água comercializa é imprópria para consumo humano, os dois também serão responsabilizados por crime contra a saúde pública, conforme a Portaria 2419/11 do Ministério da Saúde. Poderão ainda ser multados em valor entre R$ 5 mil a R$ 1 milhão por comercializar substancias nocivas à saúde humana.

 

 

A ação de hoje mobilizou 25 agentes, entre fiscais da Cicca, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e da Polícia Militar Ambiental. O coordenador da Cicca, coronel José Maurício Padrone, afirmou que a população e os síndicos de condomínios precisam ficar atentos quanto à origem da água que compram:

 

 

“Na hora que forem comprar caminhões-pipa, devem exigir a outorga do local de captação da água emitida pelo Inea ou um cupom eletrônico, para comprovarem que a água é procedente de um ponto de distribuição da Cedae”, disse Padrone.

 

 

A Secretaria de Estado do Ambiente vem fazendo uma série de operações para coibir a captação clandestina de água sem controle sanitário. Recentemente, a SEA realizou fiscalizações em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, e nos municípios de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

 

 

Ao ser informado sobre o resultado da operação, o secretário do Ambiente, Carlos Minc, disse ser intolerável a comercialização ilegal de água sem procedência adequada:

 

 

“A água contaminada é a primeira causa de mortalidade infantil. São as chamadas doenças de veiculação hídrica. A Cicca já realizou diversas operações, em Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Jacarepaguá, e agora na Região dos Lagos. Vamos continuar combatendo esses mafiosos da água”, afirmou Minc.

 

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