COPA DO MUNDO: CARTÃO VERMELHO CONTRA O RACISMO

Minc lança campanha de combate a práticas racistas nos estádios de futebol e pede apoio de torcidas organizadas

cartaovermel

Às vésperas da Copa Mundo, um Cartão Vermelho Contra o Racismo. Este foi o mote da campanha lançada, hoje (6/6), pelo presidente da Comissão de Combate às Discriminações e ao Racismo, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Carlos Minc.

A expectativa é que, através das redes sociais, a campanha mobilize rapidamente a população e seja um incentivo no combate ao racismo.

“Estamos a alguns dias da Copa do Mundo, é um ótimo momento para combater o racismo. O futebol é um espetáculo que move multidões, e o racismo polui e estigmatiza o espetáculo, tira o brilho de uma competição que é de paz, de congraçamento dos povos e não pode virar o contrário disso e ser marcada pelo preconceito e a discriminação. Vamos dar um cartão vermelho para o racismo!”, disse Minc.

Com a presença do defensor público do Estado do Rio de Janeiro Francisco Horta, participantes sugeriram formas para coibir o racismo nos estádios de futebol no país.

“A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro foi a primeira instituição a implantar o sistema de cotas no seu concurso de acesso e também a que efetivou esse combate ao racismo institucionalizado. Nós temos que garantir que os negros tenham o mesmo acesso que todos. Temos um núcleo para atuar contra as questões ligadas à desigualdade racial. Hoje, eu vim aqui mais para ouvir o que as pessoas têm para falar, porque eu quero compreender para podermos auxiliar da melhor forma a sociedade civil nesse sentido”,disse Horta.

Promovida a pedido da presidente Instituto Palmares de Direitos Humanos (IPDH), do Rio de Janeiro, Benedita Maria Vieira de Carvalho, a audiência visa a articular iniciativas – com o apoio das torcidas organizadas – contra atitudes racistas e discriminatórias nos estádios de futebol.

“O racismo na nossa sociedade ainda é muito forte e está arraigado em nossa consciência. É algo de fundo mais emocional do que racional. As pessoas não acham correto o racismo, mas elas sentem. Nós falamos que no Brasil o racismo é camuflado e não explícito. Elas afirmam não ser racistas, mas na primeira emoção, seja ela boa ou ruim, ele se manifesta. Então, temos que trabalhar de forma sistemática para que as pessoas mudem suas atitudes”, disse Benedita.

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