Camisinha incentiva sexo seguro

Com apoio de Minc, ativistas chamam  atenção sobre aumento dos casos de Aids no Brasil e reivindicam mais atenção do Poder Público

Ascom

Isabela Vasconcellos

 

Com a colocação de camisinha gigante no obelisco da Av. Rio Branco, no Centro do Rio, com a inscrição Ética do Cuidado, ativistas do Movimento LGBT promoveram, na manhã deste sábado (2/8), ato para alertar e conscientizar a população sobre a importância do uso da camisinha como prevenção da Aids.

O Grupo Arco-Íris e o Fórum de ONG/Aids reivindicam que os governos não relaxem nas campanhas e ações de prevenção à Aids e de tratamento dos infectados com o vírus HIV – além de maior participação em decisões sobre as campanhas educativas e de promoção de saúde das populações mais vulneráveis à contaminação do vírus.

“O Brasil tem tido uma política ainda muito conservadora que tem vetado as campanhas. Precisamos investir mais, ser mais inovadores e dar uma qualidade de vida para o portador do vírus. Existe uma problemática muito grande de conseguir medicamento e acesso às primeiras consultas médicas. Nosso objetivo é chamar atenção do poder público para a Política Nacional de Aids, principalmente da Secretaria Estadual de Saúde, para que invista mais em campanhas voltadas para os segmentos mais vulneráveis da população, principalmente para jovens homossexuais e profissionais do sexo”, disse Júlio Moreira, ex-presidente do Grupo Arco Íris.

Realizado pela terceira vez e com apoio da Comissão pelo Cumprimento das Leis da Alerj (Comissão do Cumpra-se!), presidida pelo deputado estadual Carlos Minc, o ato foi idealizado após a divulgação de pesquisa que aponta que 40% dos jovens não usam camisinha em relações sexuais.

Autor da lei 1055/2003 sobre a colocação de folhetos explicativos sobre a prevenção da Aids e fornecimento de preservativos em hotéis e motéis no Estado do Rio, Minc alerta sobre o aumento do número de casos do vírus HIV no Brasil.

“Esse número assusta e é preocupante. A Política Brasileira de Aids é boa e pioneira. No início havia o diálogo com a população e os grupos de prevenção, mas hoje em dia foi se perdendo. Precisamos voltar e com força para conscientizar a população que Aids é coisa séria. A Ética do Cuidado é o contrário do To Nem Aí. Quer dizer que eu me preocupo, eu tenho a ética do cuidado. É o contrário do individualismo irresponsável. Por isso, esse camisão lança essa palavra: Ética do Cuidado”, disse Minc.

Os números brasileiros do aumento da Aids chamaram a atenção da entidade das Organizações das Nações Unidas (ONU) porque, no mesmo período, a quantidade de casos no mundo caiu 27,5%.

“Hoje a questão de políticas públicas e campanhas não existem no Brasil. Estamos passando por um momento crítico em relação às medicações, um desabastecimento de antirretrovirais. O Governo Federal diz que estão sendo casos pontuais, e não está acompanhando essa questão. A Aids foi muito banalizada e hoje é considerada uma doença crônica degenerativa e está praticamente fora de controle hoje no Brasil. Temos que nos unir para mudar a consciência da população e dos políticos, fazendo um grande mutirão de conscientização para acabarmos com esse tabu do preservativo”, disse Renato da Matta, coordenador de Articulação Política do Grupo Pela Vidda de Niterói.

ipp

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