COP de Paris em debate no Jardim Botânico

Minc e outros especialistas discutem metas de redução de gases-estufa que país apresentará na Conferência do Clima de Paris

O deputado estadual Carlos Minc, presidente da Frente Parlamentar Ambientalista do Rio de Janeiro e ex-ministro do Meio Ambiente, defendeu hoje (24/8), no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio, que o Brasil apresente, na Conferência do Clima da ONU em Paris (COP21), em dezembro, o avanço na eficiência energética e no plantio agrícola para cortar suas emissões de carbono. Além disso, os palestrantes foram unânimes em defender que o país corte os subsídios aos combustíveis fósseis.

A COP21 reunirá 196 países em busca de um consenso sobre metas de redução de suas emissões de gases-estufa que sejam suficientes para que a temperatura da Terra não aumente mais do que 2º Celsius até o final do século. As nações tentarão assinar novo acordo global em substituição ao Protocolo de Kyoto, ratificado em 1998.

Coordenador da equipe que está elaborando a proposta do governo brasileiro a ser apresentada na COP21, o professor Emilio La Rovere, da Coppe/UFRJ, que participou do debate, disse que é preciso conter o aumento da temperatura global e investir em economia de baixo carbono.

“Se queremos evitar impactos maiores, precisamos de mais controle, mais medidas de mitigação. No plano econômico esse objetivo é possível, mas qualquer demora na redução das emissões, envolverá um aumento dos custos”, disse La Rovere.

O debate faz parte da agenda de debates das frentes Ambientalista Nacional e do Estado do Rio, da Coppe/UFRJ e do Jardim Botânico, em parceria com a SOS Mata Atlântica, e reuniu cerca de 130 pessoas no Museu do Meio Ambiente. Participaram do debate, além de Emilio La Rovere, o economista Sergio Besserman, a presidente do Jardim Botânico, Samyra Crespo, o ex-deputado Alfredo Sirkis e a presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos, Celina Carpi.

Presente ao debate, Minc, lembrou que, em 2009, o Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento a adotar metas de redução das emissões de carbono.

“Temos que avançar muito nessas propostas que foram debatidas. O Brasil precisa ter um protagonismo. Agora, em 2015, temos bons sinais para isso, como a redução de mais 15% do desmatamento da Amazônia e as 40 grandes empresas, em São Paulo, que aderiram a metas de redução de suas emissões e de melhora sua eficiência. É preciso avançar. Pelo planeta!”, disse.

Recentemente, Brasil e Alemanha anunciaram a adoção da Declaração Conjunta sobre Mudança do Clima, para fortalecer a posição dos dois países em defesa de maiores avanços na COP21.

“No Brasil, a biomassa é onde nós temos uma enorme chance de ser vanguarda ecológica. Uma chance relacionada ao etanol de segunda geração – que é quando uma usina produz em escala comercial a partir da palha e do bagaço da cana, e não com o caldo, que é o sistema tradicional. É um potencial extraordinário que pode mudar as coisas globalmente, e estamos fazendo pouquíssima coisa”, disse o Sérgio Besserman.

“Nosso país reduziu muito suas emissões, mas isso não nos dá direito de poluir mais, em razão deste histórico positivo”, enfatizou Alfredo Sirkis.

Brasil vai apresentar corte de subsídios aos combustíveis fósseis na COP21

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s