PM e Polícia Civil têm dez dias para informar roubo de armas

Instaurada hoje, CPI da Alerj vai apurar desvio de armamentos em unidades da área de Segurança Pública de 2005 a 2015

Instalada hoje (8/10) na Alerj para apurar desvios de armamentos em batalhões da Polícia Militar, delegacias e presídios, além de empresas de segurança privada, a CPI das Armas já tomou sua primeira medida: solicitar aos órgãos envolvidos que enviem, em dez dias, informações sobre furtos, roubos e extravios em seus paióis, de 2005 a 2015, e quais procedimentos de investigação foram instaurados para apurar e punir esses crimes.

Minc tem informações extraoficiais de que vários Inquéritos Policiais Militares (IPMs) foram instalados para apurar roubos, furtos e extravios de armamentos, mas com parcos resultados e pouquíssimas punições. Segundo ele, a CPI precisa apurar números precisos sobre esses desvios e quem foi responsabilizado. Chamou a atenção de Minc um IPM que apurou, apenas em 2011, terem sido furtados ou roubados 457 armas de unidades da Polícia Militar – sendo 72 fuzis. “Isso só em um ano”, disse.

Sob a presidência do deputado Carlos Minc, a CPI das Armas da Alerj tem prazo de 90 dias para concluir seu trabalho – podendo ser prorrogado por mais 60 dias. Serão apurados a quantidade de armas patrimoniadas e os roubos e furtos de armamentos na Polícia Militar, na Polícia Civil e na Secretaria do Sistema Penitenciário. A deputada Martha Rocha é a vice-presidente da CPI, e o deputado Luiz Martins, o relator. São ainda membros efetivos da CPI os deputados Flávio Bolsonaro, Zaqueu Teixeira e Bruno Dauaire.

Há quatro anos, a Alerj promoveu CPI semelhante, para apurar desvios de armas, em que foram aprovadas várias recomendações. “Temos que verificar quais recomendações foram cumpridas, e fazermos um Cumpra-se! das decisões da CPI anterior, e os responsáveis pelo descumprimento destas, como o rastreamento de armas sumidas e a informatização do controle. A impunidade permite a continuidade do crime”, disse Minc.

Por recomendação do deputado Zaqueu, a CPI vai também solicitar informações ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e auditorias militares ​sobre ​quantos casos de desvios de armas foram julgados e quais os resultados.

​Foto: Octacílio Barbosa

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