Orçamento da Faperj não terá corte

Em reunião articulada por Minc, presidente da Alerj garante a pesquisadores que não haverá corte em verba de fundação de pesquisa

Em reunião hoje (30/3) com representantes de instituições de ensino do Rio de Janeiro, articulada pelo deputado Carlos Minc, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), afirmou que não pretende colocar em votação a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 19/16, que reduz à metade o orçamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio (Faperj).

Picciani reconheceu a vital importância da Faperj para a expansão do conhecimento, e salientou que a Alerj não tem a intenção de tramitar o projeto por enquanto. “Apesar da gravíssima situação pela qual o estado está passando, a Alerj acredita que o corte do orçamento da Faperj não é uma solução adequada. A menos que o quadro econômico do estado se agrave muito, não temos intenção ou vontade de voltar a discutir a tramitação da PEC”, afirmou.

A PEC 19/16 fazia parte do pacote de medidas enviado pelo Executivo para a Alerj, no início de fevereiro, que tinha como objetivo tentar contornar a crise econômica do estado. O texto reduz de 2% para 1% da receita líquida estadual a verba destinada à Faperj, até o fim de 2018.

O deputado Carlos Minc ressaltou que a diminuição da verba destinada à Faperj poderia trazer um alívio financeiro momentâneo para o estado, mas seria prejudicial a longo prazo. “Nenhum governo pode deixar de investir em ciência, educação e tecnologia. São áreas essenciais para o crescimento e desenvolvimento da nação”, afirmou.

A reunião articulada por Minc foi expressiva, contando com cerca de 60 pesquisadores, entre dirigentes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), reitores, diretores e membros de equipes de pesquisa da ciência e tecnologia.

“A ciência, a tecnologia e a pesquisa são o futuro do país. É a preparação e a diferença dessas pesquisas que fizeram com que muitos países avançassem muito no setor. Se você desmonta uma equipe de Ciência e Tecnologia, e cada um vai para um lado, demora dez anos para remontar novamente essa equipe. Esse recurso não é suficiente para resolver a crise da Previdência, e vai significar queimar o futuro do estado”, disse Minc.

O posicionamento de Picciani em relação ao projeto foi também comemorado pelo diretor científico da Faperj, Jerson Lima Silva. Segundo ele, a fundação está envolvida em estudos relacionados a temas importantes, como o vírus da Zika, e o corte de orçamento poderia prejudicar pesquisadores, professores e alunos.

“Fiquei muito feliz, ao ouvir do deputado Picciani que os parlamentares não são favoráveis ao corte, pois a Faperj é uma referência nacional em incentivo à pesquisa. Mais de 30% dos estudos nacionais relacionados às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti são do Rio. A diminuição da verba da fundação pela metade iria trazer uma solução provisória para os cofres do governo, mas um prejuízo enorme para o futuro do estado”, afirmou Lima Silva.

Orçamento da Faperj não terá corte (Foto Thiago Lontra)

FOTO: Ao lado de Minc (de colete), Picciani garantiu a pesquisadores a preservação de verba de orçamento da Faperj 

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