Armas de segurança alimentariam crime organizado

CPI da Alerj constata grande número de armas roubadas ou extraviadas, e falhas graves em sistema de controle da Polícia Federal

Em mais uma sessão da CPI das Armas, realizada hoje (7/4) na Alerj, deputados constataram, a partir do depoimento de delegado da Polícia Federal que atua em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, que o desvio de armas das empresas de segurança privadas que atuam no estado pode estar servindo para abastecer o crime organizado.

Relatório da Polícia Federal (PF) – responsável pelo controle do armamento dessas empresas – enviado ao presidente da CPI das Armas da Alerj, deputado Carlos Minc, revelou que, de 2012 a agosto de 2015, 140 foram roubadas, furtadas ou extraviadas de cerca de 50 empresas de segurança privadas que atuam apenas no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

“O controle é muito fraco. Há um ano, o delegado da PF Alcyr Vidal oficiou o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e o chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, sobre esse grande número de desvios, levantando uma forte possibilidade de um grupo ligado ao tráfico de armas estar dentro dessas firmas, e pediu apuração sobre o caso. É uma suspeita seríssima!”, disse Minc.

Segundo o delegado federal de Nova Iguaçu João Paulo Garrido Pimentel, os operadores do sistema de controle de armamentos possuem dificuldades em manusear e entender o Sistema Nacional de Armas (Sinarm).

“Temos dificuldades de acesso ao banco de dados. Na região de Nova Iguaçu, houve casos de roubos e furtos de armas de vigilantes ligados aos Correios e à Caixa Econômica Federal. Há falhas no sistema, não há interligação”, disse Pimentel.

“Em quatro anos, uma das sete Superintendências Regionais da Polícia Federal no Estado do Rio registrou o desvio de 140 armas. É um número preocupante, e temos que tomar providências.”, concluiu Minc.

Segundo a vice-presidente da CPI das Armas, deputada Martha Rocha, o grande inimigo da Segurança Pública é o tráfico de armas: “Os números causam perplexidade. Precisamos analisar os dados com mais profundidade, verificar com as empresas e também com a Polícia Federal”, afirmou.

O delegado da PF não trouxe os dados solicitados pela CPI sobre o levantamento detalhado da quantidade de armas, munições e explosivos apreendidos. Mas se comprometeu a enviá-los ao parlamentares nos próximos dias.

FOTOS: Octacílio Barbosa 

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