Alerj aprova relatório da CPI das Armas para controle de armamento no Rio de Janeiro

Para conter fiscalização deficiente, uma das recomendações ao governo é a recriação da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos

O relatório final da CPI das Armas, com 47 recomendações e sugestões para serem seguidas pelo governo estadual, foi aprovado hoje (20/10) pela Alerj. O relatório destaca a necessidade de recriação da Drae (Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos), tida pelos deputados da CPI como uma unidade fundamental para reprimir e investigar o roubo de armas no Rio de Janeiro.

O relatório aprovado será encaminhado ao governo estadual, à Secretaria da Estado de Segurança, às polícias Civil, Militar e Federal, e ao Ministério Público. O presidente da CPI, deputado Carlos Minc, disse que os membros da CPI entregarão semana que vem, em mãos, o relatório aprovado ao novo secretário de Segurança, Roberto Sá.

“O novo secretário de Segurança disse – corretamente – que o foco dele será o controle de armas. Mas centrou em controlar as armas que entram pelas fronteiras. Ele poderá então avaliar a conclusão das 47 recomendações da CPI, para fazer o dever de casa para controlar as armas no Rio de Janeiro”, afirmou Minc.

Outras das principais propostas aprovadas foram o fim do controle manual das armas dos paióis da PM, com a informatização de todo o sistema; a instalação de câmeras de segurança para monitorar os paióis de armas das unidades das forças de segurança; e que as armas e munições compradas pelas polícias sejam numeradas e com códigos para eventual rastreamento, em caso de roubos ou desvios.

“A instalação de câmeras de segurança é uma iniciativa fundamental. Este ano, foram roubadas 36 pistolas de dentro do Quartel-General da PM, no Centro, e não tinha câmera funcionando”, destacou Minc.

A situação apontada pelo relatório final é de descontrole do uso do armamento do setor de Segurança. Nos dez anos analisados pela CPI das Armas, de 2005 a 2015, os deputados constataram o roubo, furto ou sumiço de 645 armas da Polícia Militar e de 1.016 da Polícia Civil.

A principal fonte de desvio constatada, porém, foi nas empresas de segurança privada em atuação estado: 17.662 armas foram roubadas, furtadas ou perdidas. Isto de um paiol total de 58.476 armas, cerca de 30% das armas das empresas – que são controladas pela Polícia Federal – desapareceram.

“São armas que vão parar nas mãos de criminosos, e algumas dessas firmas de segurança privada parecem ser fachada do tráfico de armas!”, disse Minc.

Os deputados aprovaram a sugestão de Minc para criarem uma Comissão de Representação para fiscalizar o cumprimento, pelo governo, das 47 recomendações e sugestões aprovadas hoje pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

FOTO: Raysa Hanna

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